Rio de Janeiro, 29 de Agosto de 2026

Vendas no varejo cedem diante pressão inflacionária

As vendas no varejo brasileiro cresceram em março e os dados dos dois meses anteriores foram revisados para cima, mas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a maioria dos setores já começa a mostrar arrefecimento, sobretudo na comparação anual.

Quinta, 12 de Maio de 2011 às 05:56, por: CdB

As vendas no varejo brasileiro cresceram em março e os dados dos dois meses anteriores foram revisados para cima, mas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a maioria dos setores já começa a mostrar arrefecimento, sobretudo na comparação anual. A alta foi de 1,2% em março sobre fevereiro e de 4,1% em relação a igual mês do ano anterior, a menor taxa anual em dois anos, informou o IBGE nesta quinta-feira. Analistas ouvidos pela agências inglesa de notícias Reuters previam alta mês a mês de 1,35% e avanço ano a ano de 4,45%. O IBGE revisou para cima o dado de fevereiro, de queda preliminar de 0,4% para alta de 0,3% sobre janeiro. O número de janeiro em relação a dezembro também foi revisto para cima, de 1,1 para 1,3% de expansão. – O consumo ainda vem crescendo, mas se olharmos o indicador anual (em fevereiro a alta anual foi de 8,6%), já observamos uma desaceleração e uma inflexão da curva para a maioria das atividades. As condições da economia já estão diferentes do ano passado... Medidas macroprudenciais e juros mais altos já influenciam os resultados – disse o economista do IBGE Reinaldo Pereira. Em março, oito dos dez setores pesquisados tiveram crescimento de vendas, com destaque para Veículos e motos, partes e peças (3,8%); Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (3,5%) e Material de construção (2,7%). Em relação a março de 2010, todos os setores cresceram. As principais taxas foram de Móveis e eletrodomésticos (11,1%); Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,5%) e Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (18,2%). Pereira ressaltou que 9 dos 10 setores pesquisados em março apresentaram um nível de expansão de vendas menor frente ao mesmo mês de 2010. Ele também disse que a inflação mais alta vem prejudicando o desempenho de vendas do setor de super e hiper mercados, que cresce abaixo da média do varejo. – Foi a terceira vez no ano que os supermercados, que são os mais importantes da pesquisa, não protagonizam o resultado golobal – afirmou Pereira. Outro segmento importante, o de cobustíveis, registrou queda nas vendas, de 0,1% entre fevereiro e março e desacelerou o crescimento na comparação anual de 8,4% em fevereiro para 2,7% em março. Nos últimos meses, os preços dos combustíveis vem subindo em todo país por conta da alta do petróleo no mercado mundial e de problemas de oferta de álcool. O IBGE acrescentou que no primeiro trimestre, as vendas no varejo brasileiro subiram 6,9%. A receita nominal do comércio cresceu 1,4% em março sobre fevereiro e 8,5% sobre igual mês do ano passado. No primeiro trimestre, houve avanço de 11,6%.

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