As vendas no varejo brasileiro cresceram em junho, marcando o terceiro mês seguido de expansão apesar de o resultado ter ficado abaixo do esperado, com recuos em setores importantes como supermercados e tecidos e vestuário.
As vendas no varejo brasileiro cresceram em junho, marcando o terceiro mês seguido de expansão apesar de o resultado ter ficado abaixo do esperado, com recuos em setores importantes como supermercados e tecidos e vestuário.
Em junho, as vendas varejistas no país apresentaram alta mensal de 0,5%, após estabilidade em maio e avanço de 0,6% em abril, segundo informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve aumento de 1,7% em junho.
Os resultados ficaram abaixo da mediana das expectativas em pesquisa da agência inglesa de notícias Reuters, cuja projeção era de alta de 0,65 por cento na comparação com o mês anterior e de 2,20% ante junho do ano passado.
Seis das dez atividades pesquisadas tiveram resultados positivos na comparação mensal
O IBGE também revisou os dados das venda de maio ante o mesmo mês de 2012, passando de alta de 4,5% para avanço de 4,4%.
Seis das dez atividades pesquisadas tiveram resultados positivos na comparação mensal. O principal destaque foi Móveis e eletrodomésticos, com avanço de 1,8% em junho, último mês com redução das alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) da linha branca e móveis, antes da recomposição parcial do imposto no período de julho e setembro.
Por outro lado, o setor de Hiper e supermercados registrou queda de 0,4% em junho ante maio, enquanto Tecidos, vestuário e calçados mostrou recuo de 1,4%.
Em relação a igual período de 2012, destacou-se o aumento de 8,2% nas vendas no setor de Combustíveis e lubrificantes, o que deu a maior contribuição para a taxa do varejo, de 48%.
O segundo maior peso veio de Outros artigos de uso pessoal e doméstico, com 43% após alta de 7,8% no volume de vendas.
O IBGE informou ainda que a receita nominal do varejo avançou 0,9% na base mensal, com alta de 9,9% na comparação anual.
Apesar do avanço, favorecido pela inflação menor dos alimentos, as vendas no varejo sentiram os protestos que atingiram o país em junho, que fecharam lojas em vários momentos inesperados naquele mês.
As manifestações reduziram a confiança dos consumidores, já abalada pelas perspectivas de fraqueza do crescimento. Em julho, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Fundação Getulio Vargas (FGV) atingiu o menor nível desde maio de 2009, com recuo de 4,1%.
No comércio varejista ampliado --que inclui o setor automotivo e material de construção-- as vendas registraram alta de 1% em junho ante maio, segundo o IBGE. Na comparação anual, houve queda de 2%.
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