O segmento de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo mesmo com resultado abaixo da média (6,4% no volume de vendas em novembro sobre igual mês do ano anterior), foi responsável pela principal contribuição (32%) da taxa global do varejo. Em termos acumulados, a atividade apresenta crescimento de 6,5%, tanto no acumulado de janeiro a novembro quanto no dos últimos 12 meses.
Este desempenho foi motivado pelo aumento do poder de compra da população, decorrente do crescimento da massa de salários e do crédito, com ênfase especial no uso de cartões patrocinados pelas próprias redes do ramo. Quanto ao fato de crescer a um ritmo bem abaixo da média nacional , ao contrário de 2006, a justificativa mais provável está na aceleração dos preços dos alimentos em 2007, que acumulou 8,6% de janeiro a novembro, contra uma inflação de 3,7% no período, segundo o IPCA.
A atividade de Móveis e eletrodomésticos, com aumento de 15,5% no volume de vendas em relação a novembro do ano passado, foi o segundo maior impacto sobre a taxa do Comércio Varejista, sendo responsável por 25% da magnitude desta (Tabela 3). O segmento acumulou crescimento de 16,0% no ano, sobre igual período de 2006, e de 14,7% nos últimos 12 meses. Este resultado, não só positivo como superior à média estabelecida no varejo, é atribuído basicamente à expansão do crédito; redução de preços dos eletroeletrônicos e a melhoria da massa de salários da população ocupada.
A atividade de Outros artigos de uso pessoal e doméstico, terceiro maior impacto na taxa do varejo, obteve variação de 18,1% no volume de vendas em relação a novembro de 2006, sendo responsável por 15% da taxa geral. Englobando segmentos como lojas de departamentos, ótica, joalheira, artigos esportivos, brinquedos, etc., esta atividade vem tendo seu desempenho impulsionado também pela melhoria do quadro geral da economia. Acumulando no ano e nos últimos 12 meses taxas de 22,4% e 21,5%, respectivamente, responde pelo terceiro maior patamar de crescimento do volume de vendas do varejo, em 2007.
A quarta maior contribuição para o resultado positivo do varejo, em novembro, coube ao segmento de Tecidos, vestuário e calçados, que expandiu o volume de vendas em 12,4% com relação a igual mês do ano anterior. Tratando-se de uma atividade de grande sensibilidade ao movimento do Natal, sua taxa de desempenho situada acima da média do setor pode significar certa antecipação de compras, prática que vem se acentuando a cada ano pelas vantagens proporcionadas em relação a preços, disponibilidade de produtos, e a comodidade.Em termos acumulados, a atividade registra patamares de variação de 10,8% para os primeiros onze meses de 2007, em relação ao mesmo período de 2006; e de 9,3% para os últimos 12 meses.
O segmento de Combustíveis e lubrificantes, com 6,5% de variação do volume de vendas na relação novembro 07/ novembro 06, respondeu este mês pela quinta maior contribuição à taxa global do varejo. Em termos de desempenho acumulado, as taxas de variação chegam aos 5,2% no acumulado do ano e a 4,3% no acumulado dos últimos 12 meses. Tudo indica que a atividade encerre 2007 com o primeiro resultado anual positivo, depois de dois anos consecutivos de redução de vendas. Atribui-se este comportamento à queda de preços dos combustíveis (acumulando nos últimos 12 meses variação de -2,8%, segundo o IPCA), conjugada à melhoria das condições econômicas do país.