Quinta, 13 de Fevereiro de 2014 às 09:43, por: CdB
As vendas no varejo reagiram apesar dos juros mais altos no bancos
As vendas no comércio varejista brasileiro fecharam o ano de 2013 com alta de 4,3%, abaixo do registrado no ano de 2012, quando aumentaram 8,9%. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O órgão mostrou que, em relação a dezembro de 2012, as vendas cresceram 4% em dezembro do ano passado e a receita nominal 10,7%. Em todo ano de 2013, a receita cresceu 11,9%.
Segundo o IBGE, o aumento de 4,3% nas vendas no ano de 2013 é resultado do crescimento de sete dos oitos setores pesquisados. As vendas caíram apenas no segmento móveis e eletrodomésticos (0,9%). Já entre os setores com crescimento, os destaques são artigos farmacêuticos, médicos e ortopédicos (12,4%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (11,2%), seguidos de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (9,5%), por exemplo.
Em relação ao resultado de dezembro 2013, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o IBGE revela que as vendas caíram 0,2% pela primeira vez, depois de nove meses consecutivos de aumento no volume, destacou o o órgão. Naquele período, a receita nominal aumentou 0,5% na comparação com novembro e segue em alta desde junho de 2012.
Em comparação com novembro, seis dos dez ramos do comércio tiveram queda nas vendas. A maior foi verificada em equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (12,6%), seguida por móveis e eletrodomésticos (3,5%), veículos motos, partes e peças (1,9%). Já os ramos com crescimento foram tecidos, vestuário e calçados (0,7%), hipermercados, supermercados, alimentos, bebidas e fumo (0,5%) artigos pessoais (0,2%) e livros (0,2%).
Em relação as vendas no país, a pesquisa do IBGE mostra que, na comparação entre dezembro de 2012 e o mesmo ano de 2013, das 12 unidades da federação, o comércio teve resultados negativos no Espírito Santo (3,7%) e em Sergipe (0,2%). As vendas subiram nas demais, com destaque para Mato Grosso do Sul (15,6%), Acre (13,2%), Rondônia (13,2%) e Maranhão (9,7%).
Indústria
No campo da indústria, a Embraer, maior fabricante de aeronaves regionais do mundo, fechou seu primeiro grande acordo com uma companhia aérea indiana, a Air Costa, por 50 jatos num valor total de US$ 2,94 bilhões. A Air Costa será a primeira cliente na Índia do E-Jet E2, a versão atualizada e remotorizada da companhia, quando receber sua primeira aeronave em 2018, disseram representantes da companhia em uma coletiva de imprensa durante a feira de aviação de Cingapura.
A companhia aérea fez pedido por 25 jatos E190 E2 e 25 E195 E2, com capacidades entre 98 e 118 passageiros, e tem opção de pedir outros 50 jatos. A companhia aérea, que opera três das versões atuais do E190, planeja obter quatro aeronaves a cada ano com empresas de leasing até 2018 para atender seus planos de crescimento.
O acordo é um impulso para a Embraer, que atingiu suas metas de entregas em seus segmentos comercial e executivo no ano passado após um salto nas vendas no quarto trimestre.
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