Rio de Janeiro, 17 de Fevereiro de 2026

Vendas no comércio registram novo período de alta

Terça, 18 de Setembro de 2007 às 07:17, por: CdB

O comércio varejista brasileiro completou o sétimo mês de altas consecutivas nas vendas e, em julho, o movimento de alta continuou, segundo informou nesta terça-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As vendas ficaram 0,5% maiores do que o apurado em junho, de acordo com dados ajustados sazonalmente. A receita nominal registrou um avanço de 1% no período.

"A variação positiva do volume de vendas e da receita nominal pelo sétimo mês consecutivo demonstrou uma tendência de crescimento do comércio varejista", informa o relatório do IBGE.

Se comparado com julho do ano passado, as vendas registraram um crescimento de 9,2%. De acordo com o informe do IBGE, houve um aumento das vendas de todas as atividades do setor.

"O segmento que teve maior impacto no comércio varejista em julho foi o de Móveis e eletrodomésticos, que registrou variação de 18,2 por cento no volume de vendas frente a igual mês do ano anterior."

No primeiro semestre, as vendas no varejo acumularam alta de 9,7% sobre igual período de 2006.

Linha branca

O segmento que teve maior impacto no comércio varejista em julho foi o de Móveis e eletrodomésticos (a linha branca, com geladeiras, máquinas de lavar e fornos de microondas, principalmente), que registrou variação de 18,2% no volume de vendas frente a igual mês do ano anterior. Tal desempenho levou a atividade a responder por 30% da taxa global do varejo este mês. Em termos acumulados, os resultados situaram-se em 16,7% para os primeiros sete meses e em 15,1% para os últimos 12 meses.

O resultado positivo deste segmento se deveu à manutenção das condições favoráveis de crédito, rendimento real, emprego e preços. A segunda maior influência no resultado global coube a Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo que, em julho , registrou expansão de 4,6% no volume de vendas frente a igual mês do ano anterior. Deste modo, o segmento respondeu por 25% da taxa obtida no varejo.

Nos sete primeiros meses do ano e nos últimos doze meses, a atividade registrou taxas de, respectivamente, 6,6% e 7,2%. Este desempenho refletiu o aumento do poder de compra da população, decorrente basicamente do aumento da massa real de salário da economia. Entretanto, a redução da taxa de crescimento das atividades pode ter sido influenciada pelo aumento dos preços dos produtos alimentícios ocorrido no bimestre junho/julho que, segundo o IPCA, atingiu variação de 3,2% para o grupo Alimentação no Domicílio, comparado com 0,5% do Índice Geral.

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