O crescimento das vendas do comércio varejista brasileiro desaceleraram significativamente em fevereiro, abatidas por um efeito de base de comparação e pela menor força da economia como um todo já prevista por economistas para o início do ano. As vendas aumentaram 1,32% sobre fevereiro de 2004, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira. Em janeiro, a alta foi de 6,24.
"A comparação com fevereiro de 2004 (ano bissexto), foi influenciada pelo chamado efeito calendário, com um dia e um final de semana a mais", disse o IBGE em comunicado.
Entre as unidades de Federação, as maiores altas de vendas foram apuradas em Rondônia --32,99 por cento--, Acre - 25,11% - e Sergipe - 23,18%.
Em São Paulo, houve queda no volume de 3,88% em fevereiro.
As vendas de Móveis e eletrodomésticos subiram 16,10%. "Com as facilidades encontradas no mercado para crédito ao consumidor (como desconto em folha, aumento do prazo de pagamento) e aumento da massa salarial, a atividade Móveis e eletrodomésticos continua apresentando em fevereiro um resultado positivo significativo", disse o IBGE.
Já as vendas de Hipermercado, supermercado, produtos alimentícios, fumo e bebida caíram 0,22% e as de Combustíveis e lubrificantes, 8,65%. As de Tecidos, vestuário e calçados recuaram 1,02%.
"Vale lembrar que a atividade Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebida e fumo foi influenciada pelo efeito calendário acima mencionado", acrescentou o instituto.
No ano, as vendas têm avanço de 3,84% e nos últimos 12 meses, de 8,95%.
A receita nominal do comércio em fevereiro expandiu-se em 7,71% sobre igual mês de 2004, acumulando em 2005 crescimento de 10,39%.
Dado
O IBGE divulgou também os números do comércio varejista ampliado, que inclui além das oito atividades do comércio varejista, Veículos, motos, partes e peças e Material de construção. As vendas nesse segmento subiram 0,26% em fevereiro sobre 2004, acumulando nos dois primeiros meses deste ano alta de 3,93%.
A receita do comércio ampliado aumentou 9,04% em fevereiro e 13,37% no bimestre.