Quarta, 26 de Fevereiro de 2014 às 10:28, por: CdB
Vendas nos supermercados acumulam alta no ano
As vendas reais nos supermercados cresceram 4,5% em janeiro deste ano, na comparação com janeiro de 2013, de acordo com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Em relação a dezembro de 2013, houve queda de -20,85%. Em valores nominais, as vendas tiveram alta de 10,33%, quando comparadas a janeiro de 2013. Em relação a dezembro, houve queda de -20,41%. O presidente Abras, Sussumu Honda, disse que as vendas de janeiro foram muito positivas.
– O setor de supermercados iniciou 2014 muito bem. Um dos fatores que contribuiu para o aumento das vendas foi o crescimento da massa de rendimento médio real do trabalhador, que, em janeiro deste ano, aumentou 3,3% na comparação com janeiro do ano passado – afirmou.
Os 35 produtos de largo consumo tiveram alta de 4,47% na comparação com janeiro de 2013. Em relação a dezembro de 2013, houve crescimento de 1,15%, passando de R$ 360,35 para R$ 364,51.
Os produtos com as maiores altas em janeiro, na comparação com dezembro, foram a cebola (16,40%), carne traseiro (6,63%), arroz (4,29%), o leite em pó integral (2,64%). As maiores quedas foram impulsionadas pela farinha de mandioca (-4,68%), pelo leite longa vida (-4,17%), tomate (-3,79%) e o queijo mussarela (-3,07%).
Taxa de juros
De olho no comportamento do mercado e após seis altas seguidas de 0,50 ponto percentual, analistas econômicos apostavam em uma elevação menor da taxa básica de juros (Selic) na reunião desta quarta-feira do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom). Seria a primeira vez, desde abril do ano passado, que o Copom elevaria a Selic em apenas 0,25 ponto percentual. Com a alta, o juro básico iria para 10,75% ao ano.
Levantamento realizado pela agência de dados econômicos Bloomberg com 61 instituições mostrou que a maioria (44 apostas) espera um aumento mais modesto no juro. Em contrapartida, 16 especialistas defendem um aperto monetário mais forte, de 0,50 ponto percentual, até 11% ao ano, acompanhando o ritmo das últimas altas da Selic. Um analista vê ainda a manutenção da taxa básica em 10,5% ao ano. Apesar de a maioria apostar em uma alta menor, indicadores recentemente divulgados reforçam a convicção de alguns analistas na elevação de 0,50 ponto percentual.
Da ultima reunião, em janeiro, para cá muita coisa mudou. As mais significativas foram os dados de atividade econômica, principalmente a produção industrial e o varejo de dezembro e o IBC-Br (indicador da atividade econômica medido pelo BC), afirma Daniel Moreli, economista do Banco Indusval & Partners.
– Essas informações acabaram levando o mercado a reduzir a alta da Selic de 0,50 ponto percentual para 0,25 ponto percentual. A gente oficialmente manteve em 0,50 ponto percentual, mas obviamente existe um viés muito grande para 0,25 ponto percentual nesta semana – completa.
Além desse avanço, o economista aposta em alta de 0,25 ponto percentual no encontro de abril do Comitê.
Tags:
Relacionados
Edições digital e impressa
Utilizamos cookies e outras tecnologias. Ao continuar navegando você concorda com nossa política de privacidade.