Estudo divulgado nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) constata que as vendas no comércio varejista completaram 21 meses seguidos de crescimento, em comparação com igual mês do ano anterior. Em agosto, a expansão foi de 6,47% em relação a agosto de 2004. Se comparado com julho, porém, houve queda de 0,38%. Segundo o IBGE, a queda pode ser justificada pelo arrefecimento do crédito no meio do ano. O recuo foi o primeiro dos últimos seis meses nessa comparação.
Móveis e eletrodomésticos tiveram suas vendas em alta de 0,03% em agosto na série com ajuste sazonal. A atividade de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo teve alta de 0,53% em relação a julho. Esta atividade tem forte peso na estrutura do índice e é mais dependente de renda do que de crédito. Os combustíveis e lubrificantes subiram na ordem de 1,42% em relação ao mês anterior. A análise das vendas em relação a agosto do ano passado mostra um quadro positivo, com destaque para móveis e eletrodomésticos.
De acordo com o estudo do IBGE, a expansão das vendas por 21 meses seguidos pode ser atribuída à inflação sob controle, à queda do dólar, à manutenção do nível de emprego e à expansão do crédito - embora apresente arrefecimento na margem. As vendas cresceram em 24 das 27 unidades da federação em agosto na comparação com igual mês do ano passado. As maiores altas foram registradas em Tocantins (49,40%) e Paraíba (38,59%). Em São Paulo a alta foi de 4,10% e no Rio de Janeiro, de 4,46%.