Rio de Janeiro, 23 de Abril de 2026

Vendas comério no reduzem o ritmo de crescimento

Terça, 14 de Fevereiro de 2006 às 10:32, por: CdB

As vendas do comércio varejista brasileiro cresceram 4,76% em 2005 em relação a 2004, informou nesta terça-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi o segundo ano de resultado positivo, mas de acordo com o IBGE houve uma desaceleração em relação a 2004, quando as vendas registraram crescimento de 9,25%. Em dezembro do ano passado, a expansão foi de 4,28% na comparação com dezembro do ano anterior e de 1,19% em relação a novembro de 2005.

De acordo com a Pesquisa Mensal de Comércio do instituto, em 2005 o setor continuou sendo beneficiado pelas facilidades de crédito ao consumidor e o item Móveis e eletrodomésticos, com alta de 16,02%, foi o que mais contribuiu para a aumento das vendas. O item Outros artigos de uso pessoal e doméstico veio a seguir, com taxa de 14,82%. A atividade de equipamento e material de escritório, informática e comunicação liderou o crescimento em termos percentuais, com expansão de 54,01%, "impulsionada pela taxa de câmbio e pela oferta de crédito", diz a nota divulgada pelo IBGE.

Os resultados negativos no acumulado do ano passado foram registrados nas atividades de combustíveis e lubrificantes (-7,40%) e material de construção (-6,06%). O segmento de hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo registrou expansão de 2,93% em 2005. "O crescimento da atividade foi favorecido pela evolução da massa de salários e pela melhoria nos níveis de ocupação", informou o IBGE. Segundo o Instituto, este é resultado da menor sensibilidade do setor às vendas de Natal. O aumento no rendimento médio real das pessoas ocupadas nas principais regiões metropolitanas do país acabou canalizado para compras em outros segmentos.

A PMC (Pesquisa Mensal de Comércio) é realizada mensalmente pelo IBGE em todo o país. Vale ressaltar que, para mensurar o desempenho do setor, o IBGE apura a receita bruta de revenda das empresas varejistas formais com 20 ou mais pessoas ocupadas. Ao todo, são 9 mil informantes em todo o país.

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