A venda do prédio onde funcionava a casa de espetáculos Scala, no Leblon, na Zona Sul da cidade, está prevista para os próximos meses. A informação foi divulgada pelo Governo do Estado. Recentemente, o edifício foi retomado pelo Governo e, agora, faz parte de uma lista de 200 imóveis que integram o patrimônio do RioPrevidência (Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro).
O objetivo de vender ou alugar esse patrimônio é capitalizar o Fundo, que desde o fim de 2010 já arrecadou cerca de R$250 milhões com a negociação de 15 imóveis próprios. Segundo o Governo, até o fim deste ano, mais 100 imóveis devem ser licitados para a venda ou locação.
A última venda foi a de um imóvel na Avenida Presidente Vargas, em frente ao Saara, por R$ 40 milhões. O valor do terreno, de cerca de 1.900 metros quadrados, é 106% maior do que a avaliação inicial, de R$ 19,4 milhões. Em janeiro, o Estado já havia conseguido R$ 90,6 milhões pelo Espaço Leblon, prédio de cinco andares e cinco mil metros quadrados localizado sobre o Teatro Oi Casagrande. A venda também superou a expectativa inicial, em 22%.
Em dezembro, o Fundo vendeu por R$ 84 milhões dois terrenos na Lapa, onde será erguida a nova sede da Eletrobrás, e outro, na Rua Jardim Botânico, por R$ 30 milhões, para a TV Globo. Neste último imóvel, o ágio foi de 500% em relação à avaliação inicial devido à grande disputa entre os muitos interessados na aquisição do local. De acordo com o presidente do Rio Previdência, Gustavo Barbosa, além da receita proveniente do negócio, há uma redução de custos para o Fundo.
– Eles serão vendidos por conta de seu valor e em função da regularização desses imóveis junto a prefeitura e outros órgãos. Além disso, quando o imóvel é vendido, além de não precisar mais pagar para mantê-lo, o Rioprevidência recebe o recurso da venda, explica Barbosa.
A capitalização do RioPrevidência, por meio de locação e venda dos seus imóveis, faz parte de uma modernização do Fundo e que resultou na autossuficiência da instituição, que antes precisava de ajuda financeira do governo com cerca de R$2,5 bilhões por ano. Isso foi possível graças a um trabalho detalhado de análise dos imóveis para saber quais teriam potencial para gerar renda. Dessa forma, foram escolhidos 400 imóveis para serem negociados. Os outros 600, que não teriam valor alto no mercado, recentemente foram devolvidos ao Estado, por decreto do governador Sérgio Cabral, para que venham a ter uma destinação adequada.
Ainda com a intenção de capitalizar o Fundo, o Rio Previdência passou a contar, nos últimos quatro anos, com o dinheiro dos royalties do petróleo, responsável por todo o pagamento dos segurados. Outra votória conquistada pelo trabalho de reestruturação do RioPrevidêcia foi a concessão de aposentadoria em apenas 30 minutos e a revisão de mais de 50 mil benefícios, concluída em dezembro, zerando um estoque acumulado por décadas. Isso foi possível graças a um aumento do número de agências que prestam o serviço e à realização de concursos para a contratação de novos funcionários, que foram motivados a aumentar a produtividade a partir da concessão de prêmios por metas atingidas.
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