Rio de Janeiro, 28 de Outubro de 2026

Venda de três lotes de anticoncepcional é proibida em SP

Sexta, 09 de Novembro de 2007 às 14:08, por: CdB

A secretaria de Saúde do Estado de São Paulo proibiu a venda de três lotes do anticoncepcional injetável Contracep, fabricado pela EMS-Sigma Pharma. De acordo com análises do Instituto Adolfo Lutz, as ampolas dos lotes 080501-1, 080496-1 e 087359-1 do produto contêm uma quantidade menor de hormônios que o previsto, o que coloca em risco a eficácia na prevenção da gravidez.

Segundo a nota publicada no site da secretaria, pelo menos 200 mil mulheres no Brasil podem ter usado ou estão usando o anticoncepcional interditado, de acordo com informações do Centro de Vigilância Sanitária estadual.

A secretaria elaborou um comunicado pedindo que médicos e unidades de saúde públicas e privadas identifiquem as mulheres que utilizaram ou estejam utilizando o produto de um dos lotes interditados e as encaminhe aos serviços de saúde.

A secretaria também orienta as mulheres que tenham recebido a dose do Contracep há mais de quatro semanas e que estejam com ciclo menstrual em atraso a fazerem o teste de gravidez e usarem preservativos até obterem o resultado do exame.

— Caso o teste seja negativo, os médicos deverão orientar a manutenção do uso de métodos contraceptivos mais adequados às pacientes —, diz o comunicado.

A assessoria de imprensa da EMS-Sigma Pharma informou, também por meio de nota, que “está procedendo de acordo com as determinações do Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo para o recolhimento dos lotes 080501-1, 080496-1 e 087359-1 do produto”.

Segundo a empresa, a medida está sendo informada à população por meio de anúncios publicitários em veículos de comunicação de massa.

A empresa também disponibilizou atendimento específico de Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC)  para orientação a pacientes usuárias do medicamento.

O telefone 0800-7076684 funcionará de segunda a sexta-feira, das 9 horas às 17 horas. “A EMS tomará todas as medidas cabíveis para a solução do caso’, garante a empresa na nota.

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