O aumento das vendas no mercado interno de carros populares com motores bi-combustível (que funcionam com gasolina e com álcool), conhecidos como flex, e a expansão dos prazos para pagamento de veículos deram destaque ao comércio de veículos automotores em 2004. A receita do setor teve crescimento real de 18,6% em relação a 2003. Os dados são da Pesquisa Anual do Comércio 2004 divulgada nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A pesquisa mostra que o comércio de veículos automotores empregou cerca de nove pessoas por empresa, bem acima da média de cinco pessoas para o setor de veículos, peças e motocicletas. Os trabalhadores no comércio de veículos automotores receberam em média 3,3 salários mínimos por mês em 2004, o maior salário pago no setor.
- O crescimento do setor de veículos automotores foi basicamente por causa da inovação tecnológica das montadoras, que investiram no carro bi-combustível. A procura por esse tipo de carro aqueceu as vendas e, além disso, os prazos para financiamento dos veículos foram alongados, o que atraiu mais consumidores - avaliou a técnica da pesquisa do IBGE, Juliana Vasconcellos.
De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), em 2004 foram vendidos 1,5 milhão de carros flex, 100 mil a mais do que no ano anterior.