Com a bancada do PT liberada, base do governo dividiu-se na aprovação do relatório de Aldo Rebelo
Renata Camargo
Com a base rachada, o projeto de lei que cria o novo Código Florestal, de autoria do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), mostrou que, no Congresso, a força do Executivo dependerá do teor da matéria. Muito polêmica, a votação do novo código separou o plenário em dois grupos de força: de um lado, ruralistas, que uniram a maioria da base e oposição, e de outro, ambientalistas, que agora terão que traçar novas estratégias para costurar mudanças no texto no Senado.
Do maior partido da Casa, o PT, os votos contrários ao texto de Aldo vieram de 35 deputados. A orientação do partido foi favorável à matéria, mas o líder da bancada, deputado Paulo Teixeira (SP), liberou os parlamentares que quiseram votar contra. Do PMDB, segundo maior partido, todos os parlamentares encaminharam a favor. O PSDB, terceiro partido em tamanho na Câmara, contou apenas com o voto contra do deputado Ricardo Tripoli (RJ).
Veja a lista completa de quem votou contra o projeto de Aldo Rebelo
A votação do novo código é um termômetro da base do governo dentro do Congresso. A principal medida virá da posição dos deputados na apreciação da emenda 164, da qual o governo vai encaminhar contra. A proposta consolida todas as áreas de produção existentes no país em áreas de preservação permanente (APPs). De acordo com a emenda, áreas de proteção já desmatadas devem permanecer como estão, sem a necessidade de reflorestamento. O governo é contra essa proposta.
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