Segundo a Transpetro, o fornecimento de energia elétrica na região foi temporariamente suspenso por precaução. Equipes trabalharam na dispersão
Por Redação, com ABr - de São Paulo:
O vazamento na tubulação de gás liquefeito de petróleo (GLP) das instalações da Transpetro, empresa de transporte e logística de combustível da Petrobras, em Santo André (SP), foi contido nesta terça-feira. A área foi isolada, apesar de não haver risco de explosão. Ninguém ficou ferido.
Segundo a Transpetro, o fornecimento de energia elétrica na região foi temporariamente suspenso por precaução. Equipes trabalharam na dispersão do gás presente no ar. Casas próximas foram evacuadas e seis pessoas precisaram deixar suas casas. O duto rompido está localizado na Avenida Sapopemba, 370, Jardim Utinga.
Acidente
Técnicos de manutenção da Transpetro trabalhavam, às 17h30 de segunda-feira, na reparação de um duto de óleo diesel, perfurado em uma tentativa de furto. Por volta de 1h da madrugada, uma máquina que fazia escavação esbarrou por acidente em uma válvula de GLP, que se rompeu.
A Transpetro informou que protocolos de segurança foram iniciados e o vazamento no duto contido. Uma operação deslocou o GLP do duto no Terminal de São Caetano para a Refinaria Capuava (Recap).
A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) monitorou o quarteirão e não detectou concentração de gases inflamáveis, apenas leve odor. O Corpo de Bombeiros, que também atua na ocorrência, lançou uma neblina d’água para extinguir a nuvem de gás.
Óleo
A quantidade de óleo diesel furtado ainda não foi estimada e os autores da ação não foram identificados. De acordo com a Transpetro, o vazamento de óleo foi estancado com a introdução de uma cavilha na perfuração. Foram colocadas mantas de absorção e barreiras de contenção. Um caminhão-vácuo esteve no local para sugar o óleo vazado. A Cetesb informou que o vazamento de óleo atingiu um afluente do Córrego do Oratório.
Área do pré-sal
Liminar concedida pelo juiz Marco Antonio Garapa de Carvalho, da 2ª Vara Federal de Sergipe suspendeu a venda da área de Carcará. No pré-sal, em transação da Petrobras para a petrolífera estatal norueguesa Statoil.
A negociação no valor de US$ 2,5 bilhões foi acertada em julho do ano passado. A decisão judicial atendeu a ação popular movida por Vando Santana Gomes. Que também é autor de outras ações contra a venda de ativos da Petrobras.
O magistrado colocou uma multa de R$ 4 bilhões caso a Statoil comece a explorar a área. Ele também questionou o valor da venda e afirma que não houve publicidade no processo.
A área de Carcará foi a primeira área do pré-sal a ser vendida dentro do plano de desinvestimentos da estatal, que transferiu para a empresa da Noruega sua fatia de 66% de projeto.
Reservatório
Para o juiz, não parece “minimamente eficiente” vender uma concessão estatal com a justificativa de “não se ter condições de explorar, quer sejam condições financeiras quer sejam técnicas, por um preço que não chega a 10% do volume total de óleo esperado do reservatório”.
Já a Petrobras disse que a operação foi fechada em novembro de 2016 depois de ser aprovado por órgãos reguladores e de defesa da concorrência. A empresa também diz que a primeira parcela recebida da Statoil, de US$ 1,25 bilhão, já foi destinada para quitar antecipadamente dívidas com o BNDES.
A estatal também afirmou que tomará as “medidas judiciais cabíveis em prol de seus interesses”. A meta da Petrobras é arrecadar US$ 34,6 bilhões com a venda de ativos até 2019. Até o fim do ano passado, foram fechadas transações no valor de US$ 13,6 bilhões.
Negociações
Entretanto, diversas dessas negociações foram questionadas na Justiça. Em fevereiro, a estatal derrubou liminar que proibia a venda da Petroquímica Suape e Citepe, em Pernambuco, para a mexicana Alpek.
Depois, a empresa também venceu disputa que suspendia a venda da Nova Transportadora do Sudeste (NTS) para um da canadense Brookfield, no valor de US$ 5,2 bilhões, a maior operação fechada até o momento.
Já outras três operações ainda estão suspensas por decisões judiciais, envolvendo a BR Distribuidora e campos de petróleo no Nordeste e no Rio de Janeiro. A empresa também terá de recomeçar as operações que ainda não foram concluídas por determinação do Tribunal de Contas da União (TCU).