Rio de Janeiro, 06 de Setembro de 2026

Vazamento de óleo atinge área de proteção ambiental no Rio

O óleo diesel derramado pelo descarrilamento de um trem na região de Itaboraí já atingiu a área de Proteção Ambiental de Guapimirim e a Baía de Guanabara, informou nesta quarta-feira a Secretaria Estadual do Meio Ambiente. O acidente, que provocou o derramamento de 100 mil litros de óleo, ocorreu na terça-feira com o descarrilamento do trem em Itaboraí. (Leia Mais)

Quarta, 27 de Abril de 2005 às 18:37, por: CdB

 O óleo diesel derramado pelo descarrilamento de um trem na região de Itaboraí já atingiu a área de Proteção Ambiental de Guapimirim e a Baía de Guanabara, informou nesta quarta-feira a Secretaria Estadual do Meio Ambiente.

O acidente, que provocou o derramamento de 100 mil litros de óleo, ocorreu na terça-feira com o descarrilamento do trem na altura de Porto das Caixas, em Itaboraí. Cinco dos 36 vagões descarrilaram. O trem transportava o produto de Campos Elíseos, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, para Campos, na Região Norte Fluminense, informou o governo do Estado.

"O óleo diesel é fino e está passando por algumas barreiras de contenção. Se as medidas de emergência tivessem sido imediatas, as consequências do desastre poderiam ter sido evitadas", disse a presidente da Feema, Isaura Fraga.

Cerca de cem homens da Defesa Civil, da Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (Feema) e a Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) trabalham na operação que tenta conter o óleo derramado.

A Feema informou, no entanto, que a chuva que caiu na terça e quarta-feira na região está colaborando para a disseminação do óleo.

O restante do óleo ainda contido nos vagões do trem afetados está sendo retirado com auxílio de caminhões-tanque.

Segundo biólogos, os 100 mil litros de óleo derramado estão provocando a morte de peixes e atingindo os manguezais. Pescadores e catadores de carangueijos da região estão sem trabalhar.

A Secretaria Estadual do Meio Ambiente multou em 5 milhões de reais a FCA, e o Conselho Regional de Arquitetura, Engenharia e Agronomia (Crea) informou que também pretende multar a ferrovia em mais 5 milhões de reais.

A Procuradoria do Estado vai entrar com uma ação para obrigar a empresa a recompor os danos ambientais. "Nosso objetivo é integrar a recuperação com os danos ambientais com a reparação dos prejuízos causados à população local, como os pescadores que, por causa da morte de peixes nestes dias, foram diretamente atingidos", afirmou o procurador-geral do Estado, Francisco Conte.

As causas do acidente ainda estão sendo apuradas.

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