O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse na terça-feira que concorda com avaliação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, de que vazar informações de investigações realizadas pela Polícia Federal (PF) é “coisa de gangster”. Tarso afirmou, no entanto, que esse tipo de prática na PF “é coisa do passado”, e que o vazamento de informações não ocorre mais.
– Se houve algum vazamento no passado, isso foi feito por alguma pessoa absolutamente irresponsável e que tem um comportamento reprovável. Coisa de gangster mesmo – disse em São Paulo.
De acordo com o ministro da Justiça, normalmente as informações sobre os processos vazam depois que ele sai do âmbito da PF e é tornado público.
– Depois que o processo se torna público na Justiça, que os advogados têm acesso, aí ninguém pode impedir de divulgá-los. Não é a polícia que fará isso. O advogado toma aquilo como prova e lança publicamente até para defender o seu cliente – afirmou.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, disse na terça-feira enxergar no vazamento de informações da Polícia Federal "episódios com caráter de retaliação e tentativa de controle ideológico dos juízes".
Mendes citou casos recentes em que ele próprio, o ex-ministro do STF Sepúlveda Pertence e o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Félix Fischer, foram vítimas de informações "plantadas" na imprensa para, supostamente, intimidá-los.
– O vazamento indiscriminado de informações vem sendo feito com uma falta de cerimônia que amedronta. É um tipo de terrorismo lamentável, que não pode ser feito por agente público. Isso é coisa de gângster – disse.
Vazamento de informações não ocorre mais na PF, diz Tarso
Quarta, 02 de Julho de 2008 às 07:33, por: CdB