Rio de Janeiro, 15 de Agosto de 2026

Vaticano reage à Turquia por dizer que Francisco tem 'mentalidade de cruzada'

O Vaticano reagiu neste domingo a uma representação pela Turquia do Papa Francisco como tendo uma "mentalidade de cruzada" depois de ele ter usado a palavra "genocídio"

Domingo, 26 de Junho de 2016 às 10:59, por: CdB

A Turquia aceita que muitos armênios cristãos vivendo no Império Otomano tenham sido mortos em disputas com as forças otomanas durante a Primeira Guerra Mundial

  Por Redação, com Reuters - de Yerevan:   O Vaticano reagiu neste domingo a uma representação pela Turquia do Papa Francisco como tendo uma "mentalidade de cruzada" depois de ele ter usado a palavra "genocídio" para  descrever o massacre de 1,5 milhão de armênios um século atrás. – O papa não está em uma Cruzada. Ele não está tentando organizar guerras ou construir muros, mas ele quer construir pontes – disse o porta-voz Padre Federico Lombardi a jornalistas. "Ele não disse uma palavra contra o povo turco."
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Papa Francisco
Falando ao presidente da Armênia, ao governo e a diplomatas na sexta-feira, Francisco saiu de seu texto preparado para usar a palavra "genocídio", uma descrição que enfureceu a Turquia quando ele a usou pela primeira vez, há um ano. O vice primeiro-ministro da Turquia Nurettin Canikli disse no sábado que era "muito lamentável" que o Papa havia usado a palavra, acrescentando: "Infelizmente é possível ver todos os reflexos e traços da mentalidade de cruzada nas ações do papado e do papa." Francisco usou a palavra pela primeira vez no ano passado em uma cerimônia realizada no Vaticano. Uma Turquia enfurecida respondeu com a retirada de seu embaixador do Vaticano e mantendo-o afastado por 10 meses. A Turquia aceita que muitos armênios cristãos vivendo no Império Otomano tenham sido mortos em disputas com as forças otomanas durante a Primeira Guerra Mundial, mas contesta os números e nega que as mortes tenham sido sistematicamente orquestradas e que constituam um genocídio. O país também afirma que muitos muçulmanos turcos morreram naquela época. No domingo de manhã, no último grande evento de sua viagem de três dias à Armênia, o papa Francisco fez nova referência ao massacre, prestando homenagem às "muitas vítimas de ódio que sofreram e deram suas vidas pela fé."  
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