Rio de Janeiro, 24 de Abril de 2026

Vaticano condena charges ofensivas a Maomé

Em pronunciamento neste sábado, o Vaticano afirmou que o direito à liberdade de expressão não inclui ofender as crenças, em seu primeiro comentário sobre o escândalo envolvendo as caricaturas de Muhammad publicadas na Europa. Em um primeiro comunicado sobre o tema, o porta-voz do Vaticano, Joaquin Navarro-Valls, afirmou que "a coabitação entre os homens exige um ambiente de respeito mútuo, para favorecer a paz entre os seres humanos e as nações". (Leia Mais)

Sábado, 04 de Fevereiro de 2006 às 13:20, por: CdB

Em pronunciamento neste sábado, o Vaticano afirmou que o direito à liberdade de expressão não inclui ofender as crenças, em seu primeiro comentário sobre o escândalo envolvendo as caricaturas de Muhammad publicadas na Europa. Em um primeiro comunicado sobre o tema, o porta-voz do Vaticano, Joaquin Navarro-Valls, afirmou que "a coabitação entre os homens exige um ambiente de respeito mútuo, para favorecer a paz entre os seres humanos e as nações".

Ele disse também que o direito à liberdade de expressão não inclui "o direito de ferir os sentimentos religiosos dos fiéis". No entanto, qualificou de "deploráveis" as manifestações violentas praticadas no mundo islâmico em protesto contra a publicação das caricaturas. O porta-voz considerou que os atos de uma pessoa ou de um jornal não podem ser imputados ao conjunto de um país ou de suas instituições.

- A intolerância, independente de onde venha, seja real ou verbal, de ação ou reação, sempre constitui uma ameaça para a paz - acrescentou o porta-voz do Vaticano.

Ele afirmou ainda que "certas formas de críticas extremas ou gozação do outro mostram falta de sensibilidade humana e, em alguns casos, podem constituir uma provocação inaceitável".

- A história nos ensina que esta não é a forma de cicatrizar velhas feridas na vida dos povos. O direito à liberdade de pensamento e expressão, tal como diz a Declaração dos Direitos Humanos, não pode incluir o direito a ferir os sentimentos religiosos dos crentes - concluiu.

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