O Vaticano alertou as mulheres católicas na sexta-feira para que pensem bem antes de se casar com um muçulmano. Também pediu aos muçulmanos que mostrem mais respeito pelos direitos humanos, pela igualdade entre os sexos e pela democracia.
Num documento sobre migração, o Vaticano disse que as mulheres são o "membro menos protegido da família muçulmana", e lembrou a "experiência amarga" que católicas ocidentais tiveram com maridos muçulmanos, principalmente ao se casarem fora do mundo islâmico e depois se mudarem para o país de origem do marido.
O documento também citava pontos de concordância entre cristãos e muçulmanos, mas afirmava que a Igreja desencoraja casamentos de fiéis de países tradicionalmente católicos com migrantes não-cristãos.
O texto dizia que a Igreja espera que os muçulmanos mostrem "uma consciência crescente de que as liberdades fundamentais, os direitos invioláveis da pessoa humana, a dignidade igualitária entre homem e mulher, o princípio democrático de governo e caráter secular do Estado são princípios que não podem ser subjugados".
Se uma mulher católica e um homem muçulmano quiserem se casar, disse o documento, "a experiência nos ensina que é necessária uma preparação especialmente cuidadosa e profunda".
O texto pedia às futuras mães que insistissem na política da Igreja que permite que crianças provenientes de casamentos inter-religiosos sejam batizadas e criadas como católicas.
O Vaticano também alertou as mulheres para não assinarem documentos de casamento muçulmanos, que podem incluir a exigência de conversão ao islamismo.