A inflação na cidade de São Paulo atingiu 0,48% na terceira prévia de agosto, ante 0,43% registrado na semana anterior, segundo levantamento da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Foi a segunda maior elevação do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) no ano. Até então, o índice mais alto havia sido registrado na primeira prévia de fevereiro (0,49%).
A principal razão para essa alta foi a tarifa de energia elétrica que subiu, no período, 9,12%. Essa despesa fez o grupo habitação passar de uma alta de 0,94% para 1,19%, resultando em uma contribuição de 81% na composição do IPC. Também houve aumento no ritmo de reajuste de despesas pessoais (de 0,09% para 0,15%). O grupo vestuário, após seis semanas de deflação, voltou a apresentar variação positiva, de 0,06%.
O grupo alimentação, que tem peso expressivo na formação do IPC, apresentou alta de 0,20%, um pouco abaixo da anterior (0,26%). Entre os itens alimentícios, os produtos in natura lideraram os aumentos com 4,47% na média. Além dos alimentos em geral, foram apurados reajustes em índices inferiores aos da pesquisa anterior nos seguintes grupos: transportes, com -0,01% ante 0,10%; saúde, com 0,33% ante 0,49%; e educação, com 0,05% ante 0,06%.
IPC-S
O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), apurado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), registrou deflação na terceira semana de agosto em duas das sete capitais pesquisadas. De acordo com comunicado divulgado hoje (25) pela instituição, a queda mais intensa foi em Porto Alegre, onde o índice passou de 0,13%, na segunda semana do mês, para -0,01% na semana encerrada em 22 de agosto.
No Rio de Janeiro, a deflação foi de 0,03%, menos intensa do que a registrada na semana anterior, de -0,14%. Com trajetória de redução no ritmo de alta aparecem Recife (de 0,34% para 0,19%), Salvador (de 0,29% para 0,16%), São Paulo (de 0,47% para 0,36%) e Belo Horizonte (de 0,30% para 0,27%). Apenas em Brasília, o IPC-S da terceira semana de agosto subiu, passando de 0,51% para para 0,73%.
O IPC-S nacional da terceira semana deste mês, divulgado na véspera pela FGV, ficou em 0,21%, um pouco menor do que a taxa de 0,26% da segunda medição. Das sete classes de despesa pesquisadas (alimentação; habitação; vestuário; saúde e cuidados pessoais; educação, leitura e recreação; transportes; e despesas diversas), apenas o grupo alimentação registrou aumento do índice, que passou de 0,12% para 0,23%.