Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Vargas relativiza influência de Cunha e diz que CPI é ação de oposição

O ministro das Relações Institucionais, Pepe Vargas disse que apoiar a criação de uma nova CPI para investigar a Petrobras é uma ação de oposição.

Terça, 20 de Janeiro de 2015 às 11:50, por: CdB
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Ministro diz que ariação de uma CPI para investigar a Petrobras é coisa da oposição
O ministro das Relações Institucionais, Pepe Vargas, relativizou a influência do líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), na Câmara e disse que apoiar a criação de uma nova CPI para investigar a Petrobras, como tem feito o peemedebista, é uma ação de oposição. Não é a primeira vez que Vargas critica a intenção de criar uma nova CPI para investigar a Petrobras, mas é a primeira vez que ele comenta a posição de Cunha, que concorre à presidência da Câmara, e a classifica como manobra de oposição. - A CPI é um instrumento de oposição - disse o ministro nesta terça-feira durante café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto. - Cada um responde pelas suas propostas. Se o Eduardo Cunha quer fazer isso, ele responde pelas propostas dele - disse o ministro ao ser questionado se o peemedebista estava agindo como parlamentar de oposição ao defender a criação de uma nova CPI. - Não sei o que PMDB vai fazer. Acho que (defender a CPI) não contribui para uma boa relação - acrescentou Vargas, que é encarregado das relações do governo com o Congresso. - Não resta dúvida que (Cunha) é um parlamentar que tem opinião forte, mas ele é um dos parlamentares que têm peso na Câmara, não é o único parlamentar que tem peso na Câmara - disse relativizando a força do peemedebista, que é considerado desafeto político no Palácio do Planalto. Para o ministro, uma CPI só se justificaria se o Ministério Público, a Política Federal e os órgãos de controle não estivessem funcionando. A Petrobras está no centro das investigações da operação Lava Jato, da Polícia Federal, que apura desvios de recursos dos contratos da estatal que teriam servido para abastecer campanhas eleitorais e partidos políticos. Há expectativa que parlamentares que foram reeleitos tenham seus nomes vinculados ao esquema de corrupção e sejam indiciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Disputa na Câmara A disputa pela presidência da Câmara tem aumentado as pressões para a articulação política do governo, principalmente porque PT e PMDB, após romperem um acordo de quatro legislaturas, vão se enfrentar pelo comando da casa. Cunha concorre pelo PMDB e Arlindo Chinaglia (SP) é o candidato petista. Vargas voltou a negar que o governo esteja tentando influenciar a disputa a favor de Chinaglia oferecendo cargos do segundo escalão a aliados, depois que surgiram notícias de que ele teria negociado apoio de partidos nanicos para o candidato petista. Ele disse que essas informações não procedem, mas reconheceu que houve encontros com deputados dessas legendas que informaram que formarão um bloco com o PRB, reunindo 40 parlamentares, e que eles comporão a base aliada e, consequentemente, poderiam fazer indicações para composição do governo. Ele negou, porém, a vinculação com a disputa na Câmara. - Como tem uma disputa entre dois partidos que compõem a coalizão, é compreensível que tenha jogo de pressões - disse. - Apoiadores de ambos os lados vão estar toda hora vendo eventualmente coisas que não existem com receio de que sua candidatura esteja sendo prejudicada - argumentou.
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