Rio de Janeiro, 19 de Agosto de 2026

Varejistas estão confiantes quanto à temporada de fim de ano

Quinta, 09 de Outubro de 2003 às 14:38, por: CdB

Em sussurros, talvez não ousados o suficiente para acreditar em suas próprias palavras, varejistas começaram a dizer que a temporada de fim de ano será mais promissora do que a do passado recente.   

A evidência até agora é em sua maior parte de depoimentos. As compras de volta às aulas em agosto foram melhores do que o esperado, e executivos das lojas, citando um ímpeto percebido entre os consumidores que não tiveram que enfrentar uma grande crise internacional nos últimos meses, acreditam que o crescimento das vendas e dos lucros ultrapassará os dos últimos três anos.

A organização de fim de ano da Gap, que inclui casacos reversíveis em cores brilhantes, luvas e suéteres de Fair Isle, que lembram o governo Johnson, refletem uma mudança de mentalidade entre os compradores, longe do sombrio, de acordo com o varejista.

"De forma geral, os consumidores se sentem mais otimistas, e nós nos sentimos mais confiantes em relação a nossas mercadorias", disse Rebecca Weill. "Nós devemos estar em ótima forma para o fim de ano".

Sentimentos parecidos são expressos pelos executivos do Wal Mart, que têm dito há algum tempo que esperam que as vendas subam durante a segunda metade deste ano mais do que elas o fizeram na primeira metade. Em agosto, as vendas em uma mesma loja do Wal Mart cresceram 6,6%.

"Em termos de Natal, estamos olhando em bolas de cristal", disse Tom Williams, um porta-voz do Wal Mart. Mas ele acrescentou, "Nós planejamos a temporada de Natal com a idéia de que o Natal sempre vem, principalmente porque ele gira em torno dos pequenos. Nós esperamos estar ocupados".

Em um sinal de otimismo observado de perto, algumas lojas estão contratando mais empregados para o fim de ano do que o normal. Outros estão permanecendo estáveis em relação aos empregados, mas organizando-os de forma diferente, ou aumentando os períodos de treinamento, na esperança de ganhar clientes.

O emprego no varejo caiu de seu pico de 15.379.800 em fevereiro de 2001, para 14.958.700 em agosto, de acordo com os números ajustados sazonalmente da Agência de Estatísticas do Trabalho. Mas a perda percentual foi menor do que durante a última recessão, notou Carl Steidtmann, economista chefe da Deloitte. Enquanto isso, o varejo acrescentou cerca de 10.000 empregos em setembro, mais do que em qualquer época desde julho de 2002.

"De forma geral, o emprego segue a lucratividade", disse Steidtmann. "Nossa expectativa é que será uma temporada de fim de ano muito boa".

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