Os acionistas ainda não sabem.
Mas para não deixar os dedos, a Bradesco Seguros vai perder alguns anéis no início de 2006. Uma ação avaliada em R$ 3 bilhões contra o maior banco privado do país repousa, em última instância, na mesa do ministro do STF Ari Pargendler. Ele tem prazo até o início de fevereiro para bater o martelo sobre o valor final a ser pago em processo movido por uma metalúrgica, em Pernambuco, que já ganhou em todas as instâncias até ali.
O valor inicial da causa já começou por alto, na casa dos R$ 500 milhões. Em 1996, o banco recusou-se, indevidamente, a pagar à empresa o valor segurado pela perda de um carregamento de lingotes de alumínio de alta resistência.
Trata-se, hoje, de um dos maiores prêmios a serem pagos por um acidente, na história do país. Equivalente a três vezes o valor reembolsado à Petrobras pelo naufrágio da plataforma P-36.