Rio de Janeiro, 12 de Fevereiro de 2026

Vandalismo e saques aterrorizam Peru em meio a falta de luz, água e comida

O Exército peruano enviou 200 soldados para o sul do país para combater os atos de vandalismo na região que já enfrenta diversas dificuldades para se recuperar do forte terremoto que a atingiu na quarta-feira. (Leia Mais)

Sexta, 17 de Agosto de 2007 às 09:04, por: CdB
O Exército peruano enviou 200 soldados para o sul do país para combater os atos de vandalismo na região que já enfrenta diversas dificuldades para se recuperar do forte terremoto que a atingiu na quarta-feira.

O abastecimento de energia elétrica ainda não foi normalizado, falta água e já começou a escassez de comida. Os hospitais da região estão lotados e os feridos mais graves são trazidos de helicóptero para a capital Lima.

Um caminhão frigorífico foi saqueado na manhã desta sexta-feira por um grupo de moradores em Pisco.

“Tivemos que fazer isso, não chega a ajuda do governo. Não temos outra saída. Temos fome”, disse um dos saqueadores.

O medo da violência também aumentou depois que 600 detentos, entre eles seqüestradores, fugiram quando o muro da prisão desabou por causa do terremoto. O ministro do Interior, Luis Alva Castro, afirmou que a população não deve se preocupar porque a maioria dos presos já foi capturada.

Frio

Em Pisco, uma das cidades mais atingidas pelo terremoto da quarta-feira no Peru, os moradores enfrentaram o frio e passaram a segunda noite ao relento. Alguns desabrigados foram levados para o estádio da cidade.

A principal praça local, ponto de encontro dos moradores no fim de semana, agora é usada como local para identificar os corpos das vítimas.

Dois dias depois do terremoto, o Corpo de Bombeiros trabalha sem parar, mas as esperanças de encontrar sobreviventes diminuem à medida que o tempo passa.

Em Ica, as equipes de resgate continuam os esforços na igreja que desabou durante uma missa. A estimativa é que ainda haja 40 pessoas entre os escombros. As aulas nos colégios da região continuam suspensas.

A dificuldade de resgate é grande. A estrada Pan–Americana, que corta todo o continente, está com rachaduras profundas, o que impede a chegada imediata das equipes e dos caminhões com alimentos e remédios por terra. A ajuda está chegando pelo aeroporto, um dos únicos lugares iluminados da região, ou em barcos.

O presidente da República, Alan García, vem recebendo duras críticas. Apesar de o Peru se encontrar em constante atividade sísmica, alguns especialistas acham que o governo não estava preparado para enfrentar um terremoto como o de quarta-feira.

Em Lima, as ruas estão tranqüilas, muito diferente do que foi visto na quarta-feira à noite. As pessoas já voltaram para suas casas, embora a maioria ainda esteja em pânico e tenha medo de que os tremores secundários sejam fortes.

Nesta sexta-feira começa a campanha para a ajuda aos desabrigados do sul do Peru. Em Lima, a Defesa Civil vai receber roupas, alimentos não perecíveis e remédios.

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