Van Praag desiste de concorrer à presidência da Fifa
O presidente de federação holandesa de futebol, Michael van Praag, desistiu de concorrer à presidência da Fifa na eleição da semana que vem e irá usar sua influência para apoiar o príncipe Ali Bin Al Hussein na disputa, informou o holandês nesta quinta-feira.
Presidente de federação holandesa de futebol, Michael van Praag Presidente da Fifa, Sepp Blatter, durante entrevista coletiva em Jerusalém
O presidente de federação holandesa de futebol, Michael van Praag, desistiu de concorrer à presidência da Fifa na eleição da semana que vem e irá usar sua influência para apoiar o príncipe Ali Bin Al Hussein na disputa, informou o holandês nesta quinta-feira.
- Michael van Praag decidiu retirar sua candidatura para se tornar o próximo presidente da Fifa e somar forças com o candidato presidencial Ali Al Hussein - informou um comunicado publicado pelos organizadores de sua campanha.
O dirigente acrescentou ter tomado a decisão depois de “ponderar e refletir longamente com as várias partes e interessados envolvidos”.
Com o anúncio de Van Praag, o príncipe jordaniano Ali e o ex-jogador português Luis Figo serão os únicos adversários do atual ocupante do cargo, Joseph Blatter.
Agora as atenções se voltam para Figo. Um porta-voz do ex-meia da seleção de Portugal não foi encontrado de imediato para comentar, embora na quarta-feira tenha negado insinuações de que o ex-jogador, de 42 anos, também desistiria.
Blatter propõe "jogo da paz"
Em visita ao Oriente Médio para tentar persuadir a Federação Palestina (PFA) a retirar uma proposta que busca suspender Israel da entidade que controla o futebol mundial, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, propôs na terça-feira um jogo da paz entre as duas seleções.
Blatter concedeu uma entrevista coletiva em Jerusalém depois de se reunir com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e disse que estava "em missão de paz". Ele se encontrará com o presidente palestino, Mahmoud Abbas, e o chefe da Federação Palestina, Jibril Rajoub, na quarta-feira.
A PFA acusa Israel de dificultar suas atividades e de restringir a circulação de jogadores entre a Faixa de Gaza e a Cisjordânia ocupada. Israel cita preocupações de segurança para impor as restrições.
Embora Blatter tenha se recusado a detalhar o que foi dito na reunião com Netanyahu e o presidente da federação israelense, Ofer Eini, sobre a pauta palestina no Congresso da Fifa em 29 de maio, ele afirmou que poderia revelar seu plano para um "jogo da paz".
- Um item que eu posso te dizer que eu falei com (Netanyahu)... organizar uma partida para a paz entre as seleções de Israel e da Palestina, e a Fifa ficaria feliz em organizá-la - disse Blatter.
Ele acrescentou que Netanyahu prometeu que participaria de um jogo assim, mas, com a inimizade entre israelenses e palestinos em nível alto, é difícil de imaginar uma partida num futuro próximo.
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