(1’30” / 351 Kb) - A AES Eletropaulo, empresa que controla a distribuição de energia elétrica de São Paulo, continua cobrando valores que não correspondem ao consumo dos moradores de bairros de baixa renda da capital. As principais reclamações têm origem no Jardim Julieta e na favela do Violão, onde a tarifa, em média, é de R$ 200,
Em um dos casos denunciados, uma moradora revela ter recebido uma conta no valor de R$ 550. Ela garante que além das lâmpadas, utiliza apenas uma geladeira e um chuveiro. No mês de janeiro, a Eletropaulo recebeu mais de 30 mil reclamações referentes à interrupção no fornecimento.
No último mês de maio, os moradores se reuniram com representantes da empresa e alertaram sobre o problema. Até agora, não foram feitos reparos na rede elétrica e os marcadores de consumo não foram substituídos, como havia sido prometido.
Os brasileiros pagam a terceira maior tarifa de energia do mundo. Segundo o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), grandes empresas, como a Vale e a Votorantim, consomem quase a metade da energia produzida no país. Mesmo assim, pagam uma tarifa até nove vezes menor que aquela cobrada do consumidor comum.
No final de 2010, uma decisão da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) liberou as concessionárias de devolver o dinheiro cobrado indevidamente dos consumidores. O valor acumulado passou de R$ 10 bilhões.
De São Paulo, da Radioagência NP, Jorge Américo.
21/07/11