A Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) "se impôs rapidamente" como líder de seu segmento no mercado brasileiro e agora alça seu vôo para o mercado internacional, avalia uma reportagem publicada na edição que circula esta manhã do jornal Le Monde.
A reportagem, intitulada "Mineração brasileira em pleno boom", fala da expansão da Vale até se tornar um dos maiores players globais - jargão utilizado no linguajar econômico para se referir aos grandes atores econômicos.
"Onde vai parar a Vale do Rio Doce?", indaga o jornal. "Privatizada por uma quantia simbólica há dez anos, a empresa se impôs rapidamente como líder do setor de mineração no Brasil, antes de se revelar ao mundo inteiro comprando no ano passado a canadense Inco pela bagatela de US$ 18 bilhões."
A operação, mostrou um relatório da ONU divulgado na terça-feira, elevou o nível de investimentos externos do Brasil ao recorde de todos os tempos – US$ 28 bilhões – e fez do país um investidor líquido pela primeira vez.
O Monde destacou que a companhia deve investir no exterior um quarto do valor de seu plano de investimentos, que alcança US$ 58 bilhões nos próximos cinco anos.
Além disso, afirma o jornal, a companhia continua tomando medidas para "elevar seu perfil internacional": deve adotar um nome mais palatável a investidores estrangeiros.
A reportagem diz que o boom da mineração está aquecendo o resto da economia, através da elevação dos pedidos de bens de capital, como máquinas.
Mas, alerta o diário, "esse dinamismo poderia provocar efeitos colaterais. A entrada de capitais externos, conjugada com uma taxa de juros reais, mantém o câmbio em um patamar elevado, perigoso para setores inteiros da indústria nacional".
O texto diz que "eles precisam ser inocentados assim que possível e, então, algumas pessoas terão de pedir desculpas a eles. Mas se isso vai acontecer no mundo real, eu não sei".
Vale se impõe como líder no setor de mineração, diz <i>Le Monde</i>
A Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) "se impôs rapidamente" como líder de seu segmento no mercado brasileiro e agora alça seu vôo para o mercado internacional, avalia uma reportagem publicada na edição que circula esta manhã do jornal Le Monde.(Leia Mais)
Quarta, 17 de Outubro de 2007 às 08:14, por: CdB