A Vale está próxima de fechar negócio para ser sócia no projeto da usina hidrelétrica de Belo Monte. A tendência é de que a Vale fique, sozinha, com os 9% do projeto que pertenciam à Gaia Energia, empresa do grupo Bertin que anunciou, em fevereiro, que sairia do empreendimento.
A Vale está próxima de fechar negócio para ser sócia no projeto da usina hidrelétrica de Belo Monte, disse uma fonte da agência Reuters do Norte Energia, empresa responsável pela hidrelétrica.
Segundo essa mesma fonte, a tendência é de que a Vale fique, sozinha, com os 9% do projeto que pertenciam à Gaia Energia, empresa do grupo Bertin que anunciou, em fevereiro, que sairia do empreendimento.
– A operação deve ser fechada em, no máximo, 30 dias –, disse a fonte, que falou sob a condição de anonimato.
Procurada, a Vale declarou, por meio de sua assessoria de imprensa, que continua analisando o projeto, mas não tem informações adicionais.
Se for confirmada a operação, a Vale entraria na sociedade na condição de autoprodutora, o que significa que ela pode usar parte da energia da usina, até os mesmos 9% da participação societária, em instalações próprias.
A usina, que será instalada no rio Xingu, no Pará, terá potência de 11,2 mil megawatts, o que fará dela a terceira maior do mundo, atrás de Itaipu, divisa do Brasil com Paraguai, e Três Gargantas, na China.
No início de março, uma fonte afirmou que ao menos quatro grupos estariam mais avançados nas negociações para entrar no projeto no lugar da Gaia: além da própria Vale, Alcoa, Gerdau e Votorantim.
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