A Companhia Vale do Rio Doce ampliou de US$ 500 para US$ 750 milhões a linha de crédito compromissada que mantém com um pool de bancos internacionais e nunca foi utilizada. A linha funciona como um cheque especial.
Contratada em maio de 2004, uma das duas tranches, de US$ 400 milhões, vencia no próximo mês. Foi rolada e ampliada para US$ 650 milhões, agora com prazo de dois anos.
"O programa de linhas de crédito compromissadas permite aumentar a eficiência da gestão do caixa, ao mesmo tempo em que contribui para melhorar a percepção de risco da companhia", ressaltou a Vale por meio de um comunicado ao mercado emitido nesta quinta-feira.
O custo, ainda conforme a mineradora, ficou mais baixo que na tranche que venceria em maio. Ele é composto por uma comissão do compromisso, de 0,3% ao ano, e, se utilizada a linha, são cobrados 0,75% acima da Libor, com amortização em dois anos.
O novo contrato foi fechado com um sindicato de bancos liderado pelo HSBC e que inclui bancos comerciais da Ásia, Estados Unidos e Europa, informou a Vale no comunicado. Os US$ 100 milhões restantes vencem apenas em 2006, informou a assessoria da Vale.