A Vai-Vai, a Rosas de Ouro e a Mocidade Alegre foram os principais destaques no sambódromo na primeira noite do Carnaval de São Paulo na sexta-feira.
As duas primeiras apresentaram os desfiles luxuosos, com fantasias, adereços e carros alegóricos bem elaborados, e conquistaram maior resposta do público.
A Rosas entrou com o raiar do dia e homenageou a flor que dá nome à escola. Surpreeendeu já no carro de abre-alas, com um sistema que jogava pétalas de rosas vermelhas no chão, enquanto os destaques atiravam flores inteiras em direção à platéia.
A Vai-Vai fez desfile compacto que empolgou. Com o tema "Eu Também Sou Imortal", desfilou com carros alegóricos que exploravam diferentes povos, crenças e mitos.
Havia desde um carro que remetia às pirâmides do Egito, até outro povoado por "bruxos" e seguidores de diversas religiões, como muçulmanos, católicos e evangélicos.
Uma ala composta por pessoas em cadeiras de roda fantasiadas de fantasmas, com lençóis brancos, remetiam ao espírito humano.
O samba-enredo da Vai-Vai foi o que mais ecoou a platéia, que cantava em uníssono com os integrantes da escola.
"O refrão era um refrão forte. Nosso samba levantou toda a arquibancada", disse Américo Calandriello Jr., diretor da escola.
A Mocidade Alegre, campeã do ano passado, entrou na avenida com o tema "Clara, Claridade... Um canto de luz no Ylê da Mocidade", numa homenagem à cantora mineira Clara Nunes.
A cor branca dominou a primeira parte do desfile, incluindo a comissão de frente, o abra-alas e as baianas que vieram na sequência.
Em seguida, começaram a aparecer várias camadas sociais, profissões e aspectos da cultura brasileira representados nas alas e carros alegóricos, como um que reproduzia uma favela, outro que homenageava os garis e até outra que homenageava a capoeira.
Entre as rainhas da bateria, a ex-Globeleza Valéria Valenssa agradou pela simpatia e pelo samba no pé na Acadêmicos do Tucuruvi. Outras rainhas de bateria incluíram as apresentadoras Adriane Galisteu, Luciana Gimenez e Eliana, além da dançarina Sheila Mello.
Apesar de não ser uma escola tradicional, a Adêmicos do Tucuruvi conseguiu atrair as atenções do público com seu samba-enredo, que bateu palmas de forma sincronizada durante a apresentação.
A Mancha Verde estreou no Grupo Especial ultrapassando em um minuto o limite máximo, de 65. A torcida, concentrada num único ponto do sambódromo, entoou os hinos da Mancha e conseguiu fazer barulho como se estivesse num estádio.
Homenageando o estado do Mato Grosso, o desfile trouxe vários carros alegóricos representando a fauna e a flora do local.
A noite também começou com um grande congestionamento na região do Anhembi e a festa teve início com cerca de 40 minutos de atraso, terminando por volta das oito e meia da manhã.
Segundo um tenente-coronel da Polícia Militar, não foram registradas ocorrências graves. "Foi o Carnaval mais tranquilo que tivemos por aqui", disse o tenente Segalla no início da manhã.