Os pecuaristas do Rio de Janeiro devem vacinar até o dia 30 seus animais contra a febre aftosa, doença que ataca o rebanho bovino e bubalino e ocasiona graves prejuízos à economia do país.
De acordo com o superintendente de Defesa Sanitária Animal da Secretaria de Agricultura, Abastecimento, Pesca e Desenvolvimento do Interior, Luiz Victor Arentz, é importante que o criador cumpra os prazos estabelecidos pela Campanha de Vacinação e Erradicação da Febre Aftosa, que acontece duas vezes no ano, nos meses de março e setembro.
- Temos 35 mil propriedades rurais com bovinos no estado. Estamos contando com o apoio de diversos órgãos na divulgação aos pecuaristas, mas precisamos de mais. Estamos trabalhando com afinco nestes últimos 15 dias para que possamos atingir índices razoáveis de vacinação de bovinos e bubalinos (búfalos) - destacou Arentz.
O secretário de Agricultura, Christino Áureo, disse que o estado tem aproximadamente dois milhões de cabeças de gado, número com tendência a ser ampliado ainda mais. Segundo o secretário, devido às ações que vêm sendo executadas pelo governo Rosinha Matheus, o gado bovino está saudável, o que possibilita o crescimento do rebanho e da produção de leite e de carne.
- Estamos batendo recordes de produção desde o ano passado. Pela primeira vez, superamos a barreira de 500 milhões de litros de leite produzidos - comemorou.
Áureo informou que, este ano, o estado também baterá outra marca, com a realização de mais de 220 leilões de gados e cavalos registrados na Secretaria de Agricultura. Ano passado, foram 186.
A campanha contra a febre aftosa tem por objetivo manter o rebanho sadio, apto a atender aos mercados nacional e internacional, com o fornecimento de material genético (sêmen, embriões, matrizes e reprodutores) e carne de qualidade. De acordo com informações da Defesa Sanitária, os últimos casos de febre aftosa foram registrados no estado em 1997, em Itaperuna, na Região Noroeste Fluminense, e em Magé, na Baixada Fluminense.