A crise iniciada há 15 dias com a invasão por alunos do prédio da reitoria da USP, na zona oeste de São Paulo, deve agravar após a paralisação dos estudantes nesta quinta-feira (paralisando ao menos duas faculdades).
Segundo o jornal Folha de S.Paulo, a paralisação, em protesto contra a política para o ensino superior do governo José Serra (PSDB), começou um dia após o início da greve dos funcionários, que dizem ter adesão de 70% da categoria.
A Adusp (sindicato dos professores), que apóia o movimento, faz assembléia no dia 23 para decidir se os docentes também irão parar.
O comitê de comunicação dos estudantes que ocupam a reitoria afirmou que o protesto irá continuar, apesar de os reitores agora entenderem que não há mais risco à autonomia das universidades. - Somos um movimento pacífico, mas a decisão foi permanecer até que nossas reivindicações sejam atendidas - disse Apuena Canuto Cosenza, 21 anos, da comissão de comunicação.