USP: Manifestação termina em confronto com a Polícia Militar
Funcionários e professores da Universidade de São Paulo (USP), que estão em greve há mais de 80 dias, entraram em confronto nesta quarta-feira com a Tropa de Choque da Polícia Militar (PM). No início da manhã, os grevistas fecharam três entradas da Cidade Universitária, na região do Butantã, na capital paulista. A polícia agiu para desbloquear a passagem e remover barricadas na Rua Alvarenga.
A categoria reivindica reajuste salarial, o fim da suspensão do corte na verba destinada ao ensino e à pesquisa e a contratação de professores e funcionários
Funcionários e professores da Universidade de São Paulo (USP), que estão em greve há mais de 80 dias, entraram em confronto nesta quarta-feira com a Tropa de Choque da Polícia Militar (PM). No início da manhã, os grevistas fecharam três entradas da Cidade Universitária, na região do Butantã, na capital paulista. A polícia agiu para desbloquear a passagem e remover barricadas na Rua Alvarenga.
Segundo a assessoria da PM, os manifestantes estiveram nas ruas Vital Brasil e Professor Mello de Moraes. Os portões 2 e 3 já foram liberados, e o Portão 1 seguiu bloqueado. De acordo com a São Paulo Transporte (SPTrans), 17 linhas de ônibus que circulam dentro da universidade ou pela Rua Alvarenga ficaram prejudicadas.
A categoria reivindica reajuste salarial, o fim da suspensão de 35% no corte na verba destinada ao ensino e à pesquisa e a contratação de professores e funcionários. Eles também são contrários à transferência dos hospitais universitários da instituição para a Secretaria Estadual de Saúde. "É um conjunto de coisas que vai resultar no sucateamento da universidade. A gente acha que o objetivo é sucatear para depois privatizar, o que aconteceu com o ensino fundamental e médio. Esta luta nossa é uma resistência contra este projeto", declarou Magno.
A Reitoria da USP propôs, como solução ao desequilíbrio no orçamento, um programa de incentivo à demissão voluntária voltada aos servidores técnico-administrativos. A proposta inclui ainda a diminuição da jornada de 40 horas para 30 horas semanais, com redução de salário.
Após confronto
Após ação da Tropa de Choque contra manifestantes, a entrada principal da Universidade de São Paulo (USP) foi totalmente liberada por volta das 8h. Quando os policiais chegaram, atiraram bombas de gás e de efeito moral contra os manifestantes, que se dispersaram. Funcionários da Companhia de Engenharia de Tráfego removeram barricadas e entulhos que impediam a circulação de veículos na Rua Alvarenga. Uma longa fila de carros se formou nas proximidades da USP.
Segundo o diretor do Sindicato dos Tralhadores da USP (Sintusp), Magno de Carvalho, o ato ocorreu em resposta ao corte no pagamento dos funcionários, que já tiveram um mês descontado. Ele diz que 500 pessoas, entre funcionários, estudantes e alguns professores, participaram do protesto. Magno estima que aproximadamente 80% dos servidores da USP em todo o estado estejam parados.
Por volta das 11h, os funcionários se reuniram para uma nova assembleia para definir os rumos do movimento grevista. "A greve continua com toda a força. Eu acredito que essa truculência vai levar ao acirramento dos ânimos, principalmente agora que os estudantes estão entrando. Com certeza, não vamos recuar", disse o diretor do Sintusp.
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