Professores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) decidiram, em assembléia nesta segunda-feira, continuar em greve enquanto os da Universidade de São Paulo (USP) decidiram em suspender a paralisação.
No prédio do Instituto de Geografia da USP, na Cidade Universitária, na Zona Oeste da capital paulista, cerca de 170 professores participaram da reunião da Associação de Docentes da USP (Adusp) e votaram pela suspensão da greve iniciada no dia 23 de maio. A USP tem 37 unidades de ensino e pesquisa, 80.589 alunos matriculados (entre graduação e pós), 5.222 professores e 15.295 funcionários. Os dados são do anuário estatístico de 2006.
Na USP, a maioria das faculdades que tiveram representantes na reunião desta manhã pediu a suspensão da greve. Representantes dos alunos e funcionários que ocupam a reitoria da universidade desde o dia 3 de maio também falaram. Eles pediram a continuidade da paralisação.
Um comunicado enviado por alunos alertaram sobre a entrada da polícia no campus. O texto diz que "caso o movimento fique somente entre estudantes e funcionários, muitos diretores não perdoarão os grevistas e a pressão pela entrada da polícia no campus será maior".
Mesmo com as manifestações em apoio aos estudantes, os professores decidiram suspender a greve. Na prática, a decisão significa que a partir desta terça-feira, os docentes da USP voltam às atividades normais.
O presidente da Associação de Docentes da USP (Adusp) César Minto disse também acreditar que a suspensão da greve terá influência na continuidade do movimento dos estudantes e funcionários.
- É muito provável que nossa decisão acabe por interferir na decisão de outras categorias -, afirmou.
Uma nova assembléia dos professores da USP está marcada para as 10h de 19 de junho.
Segundo informações da Associação de Docentes da Unicamp (Adunicamp), por uma pequena diferença, a maioria dos professores presentes optou por continuar a greve. Uma nova assembléia para discutir os rumos do movimento e também a questão salarial foi agendada para quinta-feira.
A assembléia da semana passada, que aprovou o indicativo de fim da greve, contou com a participação de 153 docentes. A Unicamp possui 1.700 professores, 34 mil alunos (entre graduação e pós-graduação) e 7.500 funcionários.
Os professores querem aumento de 3,15% mais a incorporação de uma parcela fixa de R$ 200 aos salários. O Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp), ofereceu um reajuste de 3,37% - sem a incorporação dos R$ 200.
USP dá fim a paralisação e Unicamp continua em greve
Professores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) decidiram, em assembléia nesta segunda-feira, continuar em greve enquanto os da Universidade de São Paulo (USP) decidiram em suspender a paralisação. (Leia Mais)
Segunda, 11 de Junho de 2007 às 13:08, por: CdB