Um documento liberado pela polícia australiana nesta segunda-feira diz que três dos 18 presos na semana passada por serem suspeitos de planejar um ataque terrorista no país já haviam sido questionados pela polícia quando estavam próximos a uma usina nuclear.
Os três foram abordados por policiais quando estavam perto da única instalação nuclear do país, que fica em um subúrbio de Sydney.
Durante o episódio, no ano passado, os três disseram que estavam no local para andar de bicicleta e acabaram sendo liberados.
Também na época, a polícia descobriu que o cadeado de um dos portões da usina havia sido arrombado. No entanto, não foi feita nenhuma ligação entre os três suspeitos e o arrombamento.
No mesmo relatório, a polícia afirma que o homem tido como líder espiritual do grupo defendeu que seus seguidores provocassem o "maior dano possível" como parte de uma guerra santa defendida por ele.
Apesar do relatório, a ameaça de um atentado contra a usina nuclear foi minimizada pelo órgão do governo que a controla.
O medo do país em relação à possibilidade de um ataque, porém, ficou evidente também nesta segunda-feira, quando uma ameaça anônima levou a polícia de Brisbane, a terceira maior cidade do país, a parar todo o transporte público e esvaziar ônibus e trens por meia hora.
Aparentemente, a ameaça não passava de um trote.