O grupo siderúrgico Usiminas vai demitir 810 funcionários até o final deste mês, elevando para cerca de 2.000 os cortes de vagas desde dezembro. A nova leva redução de custos acontece após a empresa ter oferecido um programa de desligamento voluntário que não atingiu a meta.
A companhia, que entre dezembro e fevereiro demitiu 700 funcionários de um total de cerca de 30 mil, informou que os novos cortes ocorrerão nas usinas de Ipatinga (MG), Cubatão (SP) e na sede, em Belo Horizonte.
O programa voluntário de demissão, aberto em 4 de maio e finalizado na sexta-feira passada, recebeu adesão de 516 empregados dos três locais alvo dos novos cortes.
"O número de adesões ao PDV foi considerado aquém das necessidades da empresa. Por isso, a siderúrgica terá que ampliar a adequação em seu quadro de pessoal. A iniciativa visa ajustar o custo de pessoal ao contexto econômico de severa retração na demanda", informa a Usiminas em comunicado.
Em março, o presidente-executivo da companhia, Marco Antônio Castello Branco, havia afirmando que a empresa operou o primeiro trimestre com 50% de sua capacidade produtiva, contra níveis acima de 90% antes do agravamento da crise financeira internacional em setembro.
Na ocasião, o executivo não excluiu chance de novas demissões além das 700 feitas até o fim de fevereiro.
Os novos cortes têm como meta reduzir os custos com pessoal a nível histórico de 10% dos custos totais. Atualmente, a Usiminas opera com dois altos-fornos acesos de um total de cinco da empresa.
– Até o momento, mais de 300 ações (de reduções de custos) estão em curso nas usinas, com potencial para gerar economias anuais de até R$1,2 bilhão –, afirma a Usiminas.
– As perspectivas para o restante do ano apontam para uma recuperação do setor siderúrgico ainda incipiente e bem mais lenta do que o originalmente previsto.–
Os novos desligamentos na companhia, que serão realizados até 30 de maio, representam 6% do quadro de empregados atual, informou a empresa.
Às 10h51, as ações da Usiminas recuavam 1,05%, enquanto o Ibovespa recuava 0,63%. As rivais CSN e Gerdau também mostravam retração.