A Usiminas conseguiu encerrar o quarto trimestre de 2008 com um lucro superior ao estimado pelo mercado, mesmo diante de um quadro de retração da demanda por aço no final do ano passado. O grupo siderúrgico registrou um lucro líquido de R$ 837 milhões no período de outubro a dezembro do ano passado, abaixo do valor apurado em 2007, quando a empresa lucrou R$ 970 milhões, mas bem acima da média das estimativas de analistas consultados pela agência inglesa de noticias econômicas Reuters, que projetavam um lucro de apenas R$ 368,3 para o período.
"A retração da demanda do último trimestre do ano, em decorrência da crise econômica global, interrompeu o ciclo de crescimento do setor siderúrgico e, não fossem estas circunstâncias, certamente os indicadores econômicos/financeiros e de performance operacional da Usiminas seriam ainda mais expressivos" afirmou Marco Antônio Castello Branco, presidente da empresa, em comunicado encaminhado para a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
A geração de caixa da siderúrgica de Minas Gerais, medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) somou R$ 1,508 bilhão nos três últimos meses de 2008, ante R$ 1,217 bilhão um ano antes. A margem Ebitda subiu de 35%, no final de 2007, para 40,4% nos últimos três meses do ano passado.
A receita líquida atingiu o patamar de R$ 3,729 bilhões no período outubro-dezembro, um aumento de 7% em relação ao último trimestre do ano anterior. Para o ano de 2008 como um todo, o grupo siderúrgico teve lucro líquido de R$ 3,224 bilhões, um aumento de 2% frente ao lucro de R$ 3,172 bilhões de 2007.
De acordo com as estimativas da siderúrgica, o processo de retração da demanda deve continuar no primeiro trimestre de 2009, ocorrendo a partir do segundo trimestre o "início da retomada do processo de crescimento", puxado pela queda dos estoques de aço e produtos acabados nas diversas cadeias produtivas.