O ex-presidente do PT e deputado federal, José Genoino, subiu no plenário da Câmara para comentar a decisão do plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), que aceitou a denúncia contra ele pelos crimes de formação de quadrilha e corrupção ativa (seis vezes).
— Politicamente, acho importante esclarecer algumas questões, porque a cobertura que a mídia fez não traduz os dados e os fatos concretos. Das seis denúncias que me atribuíram, três caíram na apresentação do voto do relator. Das três que permaneceram, nenhuma foi aceita por unanimidade— , diz.
Genoino também ressaltou que, quando a denúncia foi divulgada em 2005, o ponto central era a sua condição de presidente do partido.
— Participei sim de acordos políticos e alianças eleitorais, mas jamais recebi qualquer benefício pessoal nem ofereci qualquer vantagem a ninguém. Usar frases soltas e impressões proferidas por adversários como indícios para aceitar denúncia não tem consistência. Os empréstimos que avalisei estão na contabilidade de 2004, 2005 e 2006. Aliás, os empréstimos que pensei seriam o centro da denúncia apareceram lateralmente, porque estão na contabilidade do PT —, alega.
— Não aceito ser criminalizado. Quero toda a verdade e justiça, o mais rápido possível —, defende Genoino.
Segundo ele, seu patrimônio pessoal é o mesmo há 24 anos. Dois anos depois de protocolada uma ação na Justiça, cobrando uma dívida que o Partido dos Trabalhadores (PT) teria com o empresário Marcos Valério, fonte de recursos para parlamentares da base aliada, o partido aceita apenas as dívidas formadas a partir de empréstimos nos bancos BMG e Rural. Contudo, reafirma que não reconhece o empréstimo que teria sido acertado em 2005 entre o empresário e o então tesoureiro do PT, Delúbio Soares, uma das possíveis fontes para o repasse de recursos a parlamentares e políticos.
Usar frases soltas para aceitar denúncias não têm consistência, diz Genoino
Quarta, 29 de Agosto de 2007 às 18:55, por: CdB