O presidente do Uruguai, José Mujica, enviou uma mensagem a seu par haitiano, Michel Martelly, para se desculpar pelo "dano irreparável" causado por marinheiros uruguaios, acusados de agredir sexualmente a um jovem haitiano. "Sabendo que o dano produzido é irreparável, tenha o senhor a certeza que investigaremos até as últimas consequências e aplicaremos as máxima sanções aos responsáveis", afirmou Mujica em carta publicada na site da Presidência uruguaia. Além disso, o líder uruguaio pediu desculpas em nome das Forças Armadas, que se sentem "envergonhadas pela conduta criminosa e vergonhosa de alguns poucos". O Governo do Uruguai considerou uma prioridade oferecer desculpas ao país caribenho pelo suposto estupro em um quartel uruguaio da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah) de um jovem haitiano. Na semana passada o Governo uruguaio informou pela primeira vez do caso, que foi registrado na unidade militar uruguaia de Port-Salut (sul do Haiti) e no qual estão envolvidos cinco marinheiros da Armada uruguaia que fazem parte da Minustah. O assunto ganhou força a partir do final de semana passado, quando foi divulgada uma gravação na qual é possível ver quatro soldados uruguaios ao redor de um jovem haitiano deitado de bruços enquanto é dominado por alguns dos militares. O presidente haitiano se referiu na segunda-feira passada a este incidente com um comunicado de condenação no qual apontou que esse ato "subleva a consciência nacional". Além disso, Martelly pediu um relatório "detalhado" sobre os fatos e garantiu "que os culpados e os cúmplices de tal ato não ficarão impunes". Fonte: EFE Leia mais: -Amorim defende retirada gradual de tropas do Haiti -Haiti: denúncias de abuso sexual podem prejudicar missão da ONU -Forças da ONU no Haiti enfrentam indignação por suposto estupro
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Quarta, 07 de Setembro de 2011 às 14:36, por: CdB