Rio de Janeiro, 31 de Agosto de 2026

Urnas eletrônicas vão de barco para comunidades do Baixo Madeira, em Rondônia

Um barco saiu na manhã desta quinta-feira, de Porto Velho, levando as urnas eletrônicas e o material de votação que será utilizado domingo, no segundo turno das eleições, para as comunidades do Baixo Rio Madeira. No barco seguiram ainda um juiz eleitoral e 25 policiais militares que farão a segurança nas localidades sem policiamento.

Quinta, 28 de Outubro de 2010 às 11:06, por: CdB

 Um barco saiu na manhã desta quinta-feira, de Porto Velho, levando as urnas eletrônicas e o material de votação que será utilizado domingo, no segundo turno das eleições, para as comunidades do Baixo Rio Madeira. No barco seguiram ainda um juiz eleitoral e 25 policiais militares que farão a segurança nas localidades sem policiamento. A equipe que vai descer o Rio Madeira também conta com o reforço de dois servidores do Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia e de dez técnicos que darão suporte às urnas e farão a transmissão dos dados por satélite. O barco passará pelas localidades de São Carlos, Terra Caída, Nazaré, do Lago do Cuniã, de Santa Catarina, Papagaios, Calama e Demarcação. As urnas e o material destinado às localidades de Cujubim Grande, Cujubinzinho e Agrovila Nova Aliança seguirão por terra. O chefe do Cartório da 24ª Zona Eleitoral de Rondônia, Edílson Santos da Costa, que coordena os trabalhos, diz que, além de levar as urnas eletrônicas, o barco vai entregar aos mesários materiais como cadernos de votação e formulários de justificativa. Costa explica que a maioria das comunidades é ribeirinha, formada por pescadores e extrativistas. Com exceção dos distritos de São Carlos, Nazaré e Calama, que são mais estruturados, as comunidades são pequenas, compostas por uma escola, um campo de futebol e uma igreja. Apesar de o Baixo Madeira representar uma parcela pequena da população - não chega a 5 mil eleitores, Costa ressalta que essas pessoas têm o direito de exercer a cidadania. – Para a maioria dessas localidades o acesso é apenas fluvial, é demorado. Então, para essas pessoas, que têm pouca renda, se deslocarem até a cidade há um custo e nem todas podem arcar com isso, seria um sacrifício muito grande. O Estado tem a obrigação de levar essa estrutura até eles –, afirma Costa. Ele lembra que a mesma logística foi usada no primeiro turno com sucesso. Ao término do segundo turno das eleições, por volta das 18h de domingo,  horário local, o barco vai começar a subir o Madeira recolhendo as equipes nas diversas comunidades. A previsão é que o barco chegue em Porto Velho no fim da tarde de segunda-feira.

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