Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Uribe visita aldeia destruída por guerrilha no sul da Colômbia

Sábado, 16 de Abril de 2005 às 06:41, por: CdB

O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, visitou nesta sexta-feira um povoado nas montanhas do sul do país que foi destruído em um ataque guerrilheiro que ele qualificou de "terrorista" e "covarde". No mesmo dia, cinco militares morreram em um campo minado no nordeste do país.
O presidente colombiano, que promove uma agressiva campanha militar contra a guerrilha, chegou de helicóptero à localidade de Toribio, no departamento do Cauca, 300 quilômetros a sudoeste de Bogotá.

Essa aldeia indígena foi atacada na quinta-feira por dezenas de rebeldes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que disparam mísseis caseiros - botijões de gás cheios de explosivos - rajadas de fuzis e metralhadoras.

O ataque, um dos piores contra uma aldeia desde que Uribe assumiu o poder, em agosto de 2002, matou três policiais e uma menina de dez anos, além de ferir 23 civis e policiais.

- Estes terroristas assassinaram uma menina, dispararam contra a população civil, tomaram uma escola e dessa escola dispararam e lançaram artefatos terroristas - disse Uribe em discurso improvisado diante das ruínas do ataque.

- Quando a força pública chegou, os guerrilheiros saíram correndo miseravelmente, saíram correndo covardemente. Foram muito bonitos, foram muito fortes enquanto estavam sozinhos maltratando a população. Sentiram-se muito bonitos enquanto disparavam de uma escola - afirmou ele, com a voz abafada pelos helicópteros que sobrevoavam as montanhas dos arredores.

Toribio, cuja população é majoritariamente indígena, foi um dos primeiros povoados da Colômbia a se declarar em resistência civil contra a guerrilha, a qual os habitantes enfrentaram munidos apenas de bastões de madeira para exigir respeito e o direito de ficarem de fora do conflito.

Essa situação pode ter provocado o ataque de quinta-feira, segundo analistas. Foi a incursão mais violenta das Farc na quinta-feira, quando quatro outros povoados do sul colombiano foram atacados.

No outro incidente do dia, cinco soldados morreram e dois ficaram feridos ao caírem em um campo minado instalado pela guerrilha Exército de Libertação Nacional (ELN) na região da fronteira com a Venezuela.

Os militares faziam patrulhas para proteger o oleoduto Caño Limón-Coveñas, que diariamente transporta cerca de 100 mil barris de petróleo.

As Farc, consideradas uma organização terrorista pelos Estados Unidos e a União Européia, retomaram suas hostilidades nos últimos meses. Desde janeiro, os guerrilheiros já mataram mais de 200 militares.

A Colômbia vive uma guerra civil de quatro décadas, que mata milhares de pessoas por ano. Além das Farc e do ELN, o governo também combate paramilitares de direita e traficantes de drogas.

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