Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

UPPs "made in Brasil"

Terça, 31 de Maio de 2011 às 09:55, por: CdB

O ministro do Interior uruguaio, Eduardo Bonomi, e o inspetor Julio Guarteche,anunciaram nesta semana que a experiência brasileira das Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs) nas favelas do Rio de Janeiro deverá ser replicada no Uruguai nas comunidades de risco de Montevideo e Canelones até 2012.

O modelo das Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs) do plano de segurança pública do Rio de Janeiro foi apresentado esta semana naquele país por José Mariano Beltrame secretário de segurança do Rio. A polícia uruguaia quer combater o que chama de “lideranças negativas” em comunidades sujeitas à ação do crime organizado.

Já falamos aqui o quanto as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs)  mostraram sua força e o quanto incomodam o poder do crime organizado, inclusive desalojando o tráfico do comando de morros no Rio. O assunto voltou à baila esse final de semana, quando Beltrame afirmou que o problema de segurança deve incluir, ainda, investimentos sociais.

Isso, sem desmerecer a eficiência de seu trabalho no Rio. No morro do Alemão - e na ocupação posterior de outros morros - se provou a eficiência da parceria e da união neste trabalho entre os poderes federal (Exército e Marinha tomaram parte nesta retomada), estadual e municipal da capital, no Rio. Hoje o Rio de Janeiro conta com 17 UPPs, abrangendo 300 mil moradores das favelas pacificadas. Beltrame, no entanto, quer mais."A razão da existência da UPP (é esta): criar um terreno fértil para a geração de dignidade. É isso que vai garantir o projeto, e não apenas a presença da polícia".

O governador do Rio, Sérgio Cabral, concorda. "O secretário Beltrame expressa uma preocupação legítima. Recuperamos áreas controladas pelo poder paralelo. Com esforço conjunto dos três níveis de governo, mais o empresariado e a sociedade motivados, vamos tornar essas comunidades regiões incluídas na cidade, com serviços, infraestrutura e compromissos de direitos e deveres por parte da população".

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