Uma “lente galáctica” revelou que o Universo provavelmente irá se expandir para sempre. Os astrônomos usaram os rastros de luz de estrelas distantes, que são distorcidos por um aglomerado galáctico conhecido como “Abell 1689”, para descobrir a quantidade de energia escura no cosmos. A energia escura é uma força misteriosa que acelera a expansão do Universo. Compreender a distribuição dessa força revelou que o provável destino do Universo é se expandir até, segundo os pesquisadores, se tornar um deserto, frio e morto.
A energia escura compõe três quartos de nosso Universo, mas é totalmente invisível. Só sabemos que ela existe devido ao seu efeito sobre a expansão do Universo. Abell 1689, descoberto na constelação de Virgem, é um dos maiores aglomerados galácticos conhecidos pela ciência. Devido à sua enorme massa, ele faz com que a luz se curve à sua volta. A maneira com que a luz é distorcida por essa lente cósmica depende de três fatores: do quão longe o objeto distante está, da massa de Abell 1689, e da distribuição da energia escura.
Conhecer a distribuição da energia escura diz aos astrônomos que o universo vai continuar a ficar cada vez maior a tempo indefinido. Eis que o destino de nosso universo já foi revelado: eventualmente ele irá se tornar um deserto com uma temperatura próxima ao que os cientistas chamam de “zero absoluto”.
O Big Bang
Um grupo de astrônomos brasileiros está construindo a maior câmera do mundo para investigar sinais deixados por ondas sonoras produzidas logo após o Big Bang, o evento inicial do Universo, há 13,7 bilhões de anos. Nessas ondas podem estar algumas das respostas sobre o enigma da energia escura. A Pesquisa da Física do Universo em Aceleração de Javalambre (o projeto J-PAS, na sigla em espanhol) é uma parceria com a Espanha e envolve uma série de instituições nacionais. O custo do equipamento a ser fornecido pelo Brasil é de cerca de US$ 5 milhões, pagos com financiamentos de Finep, Fapesp e Faperj.
Segundo o projeto, a câmera será acoplada a um telescópio com abertura de 2,5 metros, que está sendo construído pelos espanhóis em conjunto com outro menor, de 0,8 metro. Ambos serão instalados num novo observatório, na serra de Javalambre, perto de Teruel, na Espanha.
Universo tende a expandir até se transformar em um "deserto frio"
Uma “lente galáctica” revelou que o Universo provavelmente irá se expandir para sempre. Os astrônomos usaram os rastros de luz de estrelas distantes, que são distorcidos por um aglomerado galáctico conhecido como “Abell 1689”, para descobrir a quantidade de energia escura no cosmos.
Domingo, 05 de Setembro de 2010 às 10:46, por: CdB
Uma “lente galáctica” revelou que o Universo provavelmente irá se expandir para sempre. Os astrônomos usaram os rastros de luz de estrelas distantes, que são distorcidos por um aglomerado galáctico conhecido como “Abell 1689”, para descobrir a quantidade de energia escura no cosmos. A energia escura é uma força misteriosa que acelera a expansão do Universo. Compreender a distribuição dessa força revelou que o provável destino do Universo é se expandir até, segundo os pesquisadores, se tornar um deserto, frio e morto.
A energia escura compõe três quartos de nosso Universo, mas é totalmente invisível. Só sabemos que ela existe devido ao seu efeito sobre a expansão do Universo. Abell 1689, descoberto na constelação de Virgem, é um dos maiores aglomerados galácticos conhecidos pela ciência. Devido à sua enorme massa, ele faz com que a luz se curve à sua volta. A maneira com que a luz é distorcida por essa lente cósmica depende de três fatores: do quão longe o objeto distante está, da massa de Abell 1689, e da distribuição da energia escura.
Conhecer a distribuição da energia escura diz aos astrônomos que o universo vai continuar a ficar cada vez maior a tempo indefinido. Eis que o destino de nosso universo já foi revelado: eventualmente ele irá se tornar um deserto com uma temperatura próxima ao que os cientistas chamam de “zero absoluto”.
O Big Bang
Um grupo de astrônomos brasileiros está construindo a maior câmera do mundo para investigar sinais deixados por ondas sonoras produzidas logo após o Big Bang, o evento inicial do Universo, há 13,7 bilhões de anos. Nessas ondas podem estar algumas das respostas sobre o enigma da energia escura. A Pesquisa da Física do Universo em Aceleração de Javalambre (o projeto J-PAS, na sigla em espanhol) é uma parceria com a Espanha e envolve uma série de instituições nacionais. O custo do equipamento a ser fornecido pelo Brasil é de cerca de US$ 5 milhões, pagos com financiamentos de Finep, Fapesp e Faperj.
Segundo o projeto, a câmera será acoplada a um telescópio com abertura de 2,5 metros, que está sendo construído pelos espanhóis em conjunto com outro menor, de 0,8 metro. Ambos serão instalados num novo observatório, na serra de Javalambre, perto de Teruel, na Espanha.