A Universidade de Bath anunciou em seu site que irá liderar um projeto internacional de três anos avaliado em pouco mais de US$ 1 milhão para desenvolver um sistema que pode eliminar a necessidade de fios para carregar correntes elétricas em chips de silício e que resultaria em computadores até 500 vezes mais velozes do que os atuais.
O projeto, que envolve quatro universidades inglesas e centros de pesquisa na Bélgica e na França, pesquisará meios de produzir microondas de energia em uma escala pequena disparando elétrons em campos magnéticos produzidos em semicondutores de apenas alguns átomos de comprimento, intercalados com camadas de magnetos.
O processo, chamado ressonância de rotação de elétron, usa o campo magnético para defletir elétrons e mudar sua direção magnética, criando oscilações de elétrons que produzem energia de microondas. Esta pode ser usada então para transmitir sinais elétricos em espaço livre sem o enfraquecimento gerado pela resistência elétrica dos fios condutores.
- Só podemos ir até um determinado limite na busca de mais potência em chips de silício ao reduzir o tamanho de seus componentes, e a tecnologia convencional já está alcançando os limites físicos dos materiais usados, como fios de cobre, e a sua evolução irá estacar. Se a pesquisa for bem-sucedida, poderíamos ter computadores com semicondutores sem fio cerca de cinco a dez anos após o fim do projeto. Estes computadores poderiam ser de 200 a 500 vezes mais rápidos e ainda manter o mesmo tamanho - afirma o Dr. Alain Nogaret, do departamento de Física da universidade.
Segundo ele, a pesquisa também poderá aperfeiçoar a precisão e a rapidez de diagnósticos médicos ao reunir dados de diferentes sensores de monitoramento de saúde. Os emissores de microondas são pequenos o suficiente para integrar sensores biológicos portáteis.
Outra vantagem é que a nova técnica permitiria a criação de circuitos integrados que permaneceriam funcionando adequadamente mesmo que algumas de suas conexões falhassem - o sistema pode ser programado para buscar rotas alternativas de forma a continuar trabalhando.
No método atual, uma falha em um fio condutor pode tirar um circuito integrado de ação.