Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

UNITA diz que MPLA reconheceu intolerância política no Huambo

Quinta, 30 de Junho de 2011 às 10:12, por: CdB

O MPLA dá a mão à palmatória

A UNITA afirma que o MPLA reconheceu, finalmente, terem-se registado casos de intolerância política na Província do Huambo.A UNITA  diz ter havido, desta vez,  uma evolução na  avaliação que a Comissão de Inquérito Parlamentar  fez à última fase de investigações  sobre alegados casos de intolerância política na província do Huambo.
“Houve , de facto, uma evolução   depois do anterior  posicionamento negativo do deputado Higino Carneiro durante a primeira fase”, declarou hoje à VOA  o porta-voz da UNITA, Alcides Sakala.
Num primeiro balanço feito  no final da primeira fase, que terminou em Maio último, Higino Carneiro,   coordenador da comissão de inquérito  , tinha minimizado as queixas  apresentadas pela UNITA, garantindo não haver casos de intolerência   em larga escala na rgião.
Desta vez, o  deputado do MPLA terá mudado de opinião, alegadamente, depois que a comissão foi confrontada com o testemunho  vivo de um militante da UNITA que apresentava  sinais de  profundas queimaduras no rosto provocados  por supostos militantes do MPLA.
O porta-voz da UNITA disse  que o parlamento deu um passo importante  na constatação destes factos “que espelham    a persistência do clima de desarmonia entre angolanos”. Sakala disse entretanto existirem “sérios problemas de convivência” entre os militantes do seu partido e os do MPLA em muitas outras localidades do país o, sugerindo que  a  CIP não devia confinar a sua tarefa apenas  ao Huambo. “Estes conflitos existem à nível nacional”, disse Sakala que apontou a província do Bié como outra região nevrálgica em termos de  falta de convivência entre cidadãos que se identifiquem com partidos diferentes.
“O presidente Samakuva  esteve nos últimos dias no Bié onde recebeu relatos horríveis de intolerância”, revelou.Ainda assim, Alcides Sakala,  sustentou  que a experiência do Huambo devia servir de ponto de partida para a tomada de consciência  sobre a  necessidade  da aplicação  de uma verdadeira política de reconciliação nacional.
Sakala defendeu que “a Assembleia Nacional deve encarar a situação com responsabilidade  e sentido de Estado reconhecendo que os problemas conjunturais existem  e que o importante é resolvê-los e  não criar  outros problemas”.
Na opinião do porta-voz da UNITA, os problemas entre o MPLA  e a UNITA já devia estar ultrapassados se as  autoridades  deixassem de   colocar entraves na livre colocação dos símbolos de   outros partidos particularmente da UNITA.

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