Violência na região e no norte da África tem afetado, de forma pesada, a vida de crianças e jovens da região, alerta diretor do Fundo.
Vítimas são crianças e mulheres
O diretor-executivo do Unicef, Anthony Lake, pediu a todos os envolvidos em conflitos no Oriente Médio e no norte da África que façam mais para proteger crianças e jovens.
Em comunicado, emitido nesta quarta-feira, Lake afirmou que a violência política está afetando, de forma pesada, os jovens da região.
Mulheres e Crianças
Lake citou os casos da Líbia, de Israel e dos territórios palestinos e também do Iêmen. Segundo agências de notícias, desde o início de manifestações contra governos locais, ocorridas em vários países desde fevereiro, milhares de pessoas morreram ou ficaram feridas nos confrontos. Grande parte das vítimas são mulheres e crianças.
O chefe do Unicef afirmou que "todas as partes devem cumprir com a obrigação prevista na Convenção dos Direitos da Criança e da lei humanitária internacional, de tomar as medidas necessárias para proteger crianças dos efeitos diretos e indiretos da violência."
Gás Lacrimogêneo
Anthony Lake lembrou que o Unicef continua condenando a violência de grupos armados a civis. No caso específico da Líbia, pelo menos 20 crianças morreram na cidade de Misrata, que enfrenta confrontos pesados entre forças pró e contra o líder Muammar Kadafi.
Já no Iêmen, um incidente com gás lacrimôgeneo tirou a vida de pelo menos 26 crianças e deixou mais de 800 pessoas feridas, em fevereiro.
Protestos na Síria causaram a morte de nove meninos e meninas. Nas manifestações em Barein jovens estudantes foram mortos e ficaram feridos.
Nesta semana, um ataque a um ônibus escolar com foguetes, lançados de Gaza, matou um israelense de 16 anos, no sul de Israel. A violência também levou à morte de pelo menos oito crianças, desde o início do ano, em território palestino.
*Apresentação: Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.