Profissionais para hospitais federais do Rio de Janeiro poderão ser contratados ainda neste ano, após concurso público, pelo Ministério da Saúde. Segundo o secretário de Atenção à Saúde do ministério, Jorge Solla, falta a sanção do presidente da República à medida provisória que autoriza a realização do concurso.
- Nós temos algum limite para isso no orçamento deste ano. Há possibilidade também de remanejamento de orçamento, porque uma parte dessas vagas é contratada, hoje, por fundações. Seria simplesmente uma mudança da rubrica orçamentária que permitiria chamar um grande número de servidores concursados - disse.
Solla informou que tudo vai depender da velocidade em que se dê o processo do concurso: "Quanto mais rápido ele ocorrer, maior será nossa capacidade de incorporar esses novos servidores ao quadro ainda neste ano".
O ministério está realizando a seleção temporária de servidores para ocuparem vagas nos Institutos Nacional do Câncer (Inca), de Traumato-Ortopedia (Into) e Nacional de Cardiologia, e nos hospitais Geral de Bonsucesso (HGB) e dos Servidores do Estado (HSE). O objetivo, segundo o secretário, é reduzir o impacto da greve dos servidores da Saúde no Rio de Janeiro.
- Acredito que está havendo um impacto pontual em alguns serviços, no entanto já estão sendo tomadas medidas para ampliar o quadro de profissionais. Temos também a expectativa de um processo de negociação, nos próximos dias, entre as representações de servidores e o Ministério do Planejamento - disse.
Nos concursos devem ser oferecidas 300 vagas para o Inca e o HGB, mas para o Into o número deverá chegar a 600, entre médicos, enfermeiros, auxiliares e nutricionistas. Os contratos temporários podem ser de um ano, com renovação pelo mesmo período. De acordo com Solla, "a idéia é que assim que sejam chamados os servidores concursados a gente possa suprimir as vagas temporárias".
O ministro da Saúde, Humberto Costa, lembrou que a questão econômica tem que ser discutida com o Ministério do Planejamento, que acompanha o processo: "Nós estamos analisando as reivindicações específicas do ministério, que podem ser resolvidas por nós, sem que o ministério do Planejamento participe".
O ministro e o secretário participaram nesta terça-feira da inauguração do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Na cidade, o serviço funcionará em parceria com o programa Emergência em Casa, do governo estadual.