Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

União Europeia tenta remediar possível corte de gás da Rússia

A União Europeia poderia proibir exportações de gás e limitar o uso industrial como parte de medidas de emergência para proteger a oferta de energia às famílias neste inverno, disse uma fonte à agência inglesa de notícias Reuters, enquanto se prepara para uma possível interrupção no fornecimento de gás da Rússia como resultado da crise da Ucrânia.

Segunda, 01 de Setembro de 2014 às 11:03, por: CdB
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A Rússia é o maior fornecedor de petróleo, carvão e gás natural à Europa
A União Europeia poderia proibir exportações de gás e limitar o uso industrial como parte de medidas de emergência para proteger a oferta de energia às famílias neste inverno, disse uma fonte à agência inglesa de notícias Reuters, enquanto se prepara para uma possível interrupção no fornecimento de gás da Rússia como resultado da crise da Ucrânia. A Rússia é o maior fornecedor de petróleo, carvão e gás natural à Europa, e seus dutos que cortam a Ucrânia são atualmente alvo de manobras políticas, e não pela primeira vez, enquanto a Europa e Moscou entram em conflito devido à ação militar russa na Ucrânia. Kiev alerta que a Rússia planeja interromper a oferta de gás, enquanto Moscou diz que a Ucrânia poderia roubar energia destinada à UE, que acaba de ameaçar novas sanções se Moscou não retirar suas tropas da Ucrânia. Embora compradores de petróleo e carvão consigam encontrar novos fornecedores de forma relativamente rápida, o sudeste da Europa recebe a maior parte de seu gás da Gazprom, controlada pelo Kremlin. Cargueiros do Catar e da Algéria trazem gás natural liquefeito (GNL) à Europa via portos ao longo dos oceanos Atlântico e Mediterrâneo, mas compradores europeus costumam revender esses carregamentos no exterior por preços mais altos, em vez de abastecer seu mercado doméstico. Uma fonte da Comissão da UE disse que o órgão está considerando proibir essa prática para fortalecer as reservas. – No curto prazo, estamos bastante preocupados com a oferta no inverno no sul da Europa. Nossa melhor esperança no caso de um corte é a medida de emergência 994/2010, que poderia evitar que o GNL deixe a Europa, além de limitar o uso industrial de gás, para proteger as famílias – disse a fonte, que tem conhecimento direto dos planos energéticos de emergência da Comissão. A Regulação da UE número 994/2010, aprovada em 2010 para proteger as ofertas de gás, pode incluir proibir que campanhias de gás vendam carregamentos de GNL fora da Europa, mantendo mais gás nas reservas, e ordenar à indústria que pare de usar gás. Novo gasoduto Nesta manhã, o presidente russo Vladimir Putin ordenou, em uma cerimônia no extremo leste do país, que seja iniciada a construção de um gasoduto da Gazprom que deverá levar o primeiro gás russo para a China em 2019. Em maio, a Gazprom e a chinesa CNPC assinaram um acordo de US$ 400 bilhões para enviar 38 bilhões de metros cúbicos de gás por ano para a China ao longo de 30 anos. A Gazprom disse no sábado que planeja lançar seu campo de gás Chayanda até o fim de 2018, com o objetivo de exportar gás para a China em 2019. Chayanda é uma peça fundamental para o fornecimento de gás para a China e irá produzir até 25 bilhões de metros cúbicos por ano quando atingir o pico de capacidade.
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