A União Européia não vai se juntar aos Estados Unidos numa queixa à Organização Mundial do Comércio contra a pirataria na China, apesar de concordar com seu teor, disse nesta quinta-feira a ministra européia de Sociedade de Informação e Mídia, Viviane Reding, para quem o diálogo seria a melhor opção.
Reding afirmou que a proteção à propriedade intelectual é uma preocupação fundamental do bloco, maior parceiro comercial da China. "Vamos acompanhar como observadores. Vamos tentar em discussões e conversas bilaterais encontrar soluções com nossos colegas chineses", disse ela em entrevista coletiva em Pequim.
"Concordamos com a substância (da queixa) e que os direitos de propriedade intelectuais têm de ser preservados e que deve haver uma remuneração justa para os que investiram em pesquisa e desenvolvimento, ou para o copyright dos que criam conteúdo", disse Reading. "Não achamos neste momento que seja hora de a União Européia ir à corte da OMC."
Acusando a China de violar os termos da sua adesão à OMC em 2001, Washington solicitou na terça-feira consultas a Pequim a respeito da pirataria e bloqueou o acesso a filmes, livros e softwares dos EUA.
Isso pode levar à abertura de um processo formal, caso não haja acordo dentro de 60 dias. A China disse que a decisão pode abalar seriamente a cooperação e prejudicar o comércio bilateral com os EUA. Reding disse ter recebido de seus interlocutores chineses garantias de que o país trata os direitos autorais e intelectuais com seriedade.