A Comissão Européia iniciou uma ampla investigação na Alitalia para verificar a existência de ajuda ilegal do governo no plano de reestruturação da companhia aérea, considerado vital para a sobrevivência da empresa.
A investigação pode demorar 18 meses, mas autoridades da Comissão, incluindo o comissário de Transportes, Jacques Barrot, indicaram que o processo será mais rápido.
A Alitalia, cliente da fabricante brasileira de aviões Embraer, quer cortar milhares de empregos e dividir suas operações em duas empresas para se tornar lucrativa.
Competidores e Comissão Européia, órgão executivo da União Européia, estão preocupados com muitos aspectos do plano de recuperação, em particular com a recapitalização da companhia.
Um porta-voz da Comissão Européia disse que o órgão quer ver as cartas de intenção de bancos que devem participar de um aumento de capital na Alitalia para garantir recursos privados na operação.
A Comissão também perguntou à Itália como a recapitalização da companhia aérea afetará a participação do Estado na empresa. O governo italiano se comprometeu em reduzir sua fatia na Alitalia, atualmente em 62 por cento, a 49 por cento ou menos.
A Alitalia pretende se dividir em duas, AZ Fly e AZ Services, para separar os serviços aéreos das atividades em solo.
Durante a investigação, concorrentes da Alitalia poderão fazer comentários sobre o plano de recapitalização da empresa italiana. Rivais, como a British Airways, têm mostrado receio de que a Alitalia tenta se beneficiar da ajuda ilegal do Estado.
A empresa aérea já recebeu ajuda governamental em 1997 e as regras da União Européia impedem que isso aconteça novamente. A regulamentação do bloco de países europeus sobre ajuda estatal estipula que os governos só podem ajudar empresas financeiramente nos mesmos termos e condições de investidores comerciais.
Em setembro passado, a Alitalia empregava mais de 20 mil pessoas. A empresa recusou-se a fazer comentários sobre a investigação.
União Européia investiga ajuda estatal à Alitalia
Quarta, 19 de Janeiro de 2005 às 15:12, por: CdB